Entrevistas

Ana Malhoa: “O palco foi e continua a ser o meu parque de diversões”

Era um regresso aguardado. «Ampulheta» é o nome do novo single de Ana Malhoa, cujo vídeo, só nos primeiros três dias após a sua apresentação, contava já com mais de 50 mil visualizações. Esta nova aposta musical é para a artista a continuidade do seu projecto musical que passa por uma carreira internacional. Com mais de 30 anos de carreira, a cantora assume nesta entrevista que tudo continua a ser pensado ao pormenor e cada concerto é feito como se do último se tratasse. Conheça mais detalhes nesta entrevista à Agência de Informação Norte.

Agência de Informação Norte – “Ampulheta” é o single que marcou o seu regresso três anos depois do sucesso de “Turbinada”. Nos primeiros três dias após o lançamento oficial, este seu novo tema contava já com mais de 50 mil visualizações e um dos vídeos mais vistos no Youtube. Qual é o segredo desta música?
Ana Malhoa – Acho que não é um segredo, mas sim uma mensagem.

O tema fala de amor e do efeito que tem nas pessoas. No fundo qual é a grande mensagem desta canção?
O tema fala de não deixares o tempo passar, em lógica com o objecto que dá nome Ampulheta e por ser um medidor de tempo, e contando tempo, vai passando, sem que te deixes inerte, sem avançares ao teu objectivo… seja ele amor, trabalho, sentimento ou emoção.

O videoclipe tem cerca de 4 minutos. Além da Ana são protagonistas três bailarinos em tronco nu, um cavalo e uma ampulheta. Também aqui como em temas anteriores é notória a sua característica de irreverência e sensualidade. Tudo isto são imagens de marca ou surgem para dar força à música?
Tudo é pensado para cada música e vídeo, tem que haver um fio condutor e lógica. A irreverência ou sensualidade estão associados à liberdade e criatividade artística.

Atualmente como é o seu espectáculo?
Quase 2 horas de muita alegria, passa por todos os temas mais conhecidos e que não posso retirar do setlist. Com a minha banda e produção, sempre muito motivados e profissionais.
Cada concerto é levado em conta como único e como se fosse o último, assim com toda a energia que isso implica.

Quem acompanha a sua carreira apercebe-se que com este novo trabalho existe claramente uma evolução a todos os níveis. Onde quer chegar com a sua carreira?
A evolução é necessária, é isso que faz o caminho ser mais produtivo e genuíno.

Sonha com uma carreira internacional?
Claro que sim, no meu caso é um objectivo.

Que lugar acha que ocupa neste momento na música em Portugal?
Cada artista tem o seu lugar. No meu caso considero-me uma privilegiada por estes 32 anos de carreira.

Olhando para estes mais de 30 anos de carreira, o que é que lhe apetece dizer?
Obrigada. Muito obrigada.

O seu primeiro programa de televisão surgiu aos 8 anos (O Grande Pagode). Aos 15, o
(Buéréré). O que é que ainda resta desta Ana que revolucionou os programas infantis em
Portugal?

Os valores que aprendi também com todas as crianças e jovens que acompanhavam os programas, ser real!

Depois deste sucesso pensou que a sua carreira como cantora poderia não funcionar uma vez que a fatia do sucesso era elevada?
Nunca pensei dessa forma, porque a minha carreira não se resumia aos programas de tv, sempre tive a música como principal, por isso jamais ficaria por aquilo que já é passado.
A música é a minha vida.

Subiu aos palcos com apenas 6 anos. Já disse várias vezes que nunca foi “obrigada a nada” e era sempre a Ana que dizia “sim ou não” aos desafios que lhe eram apresentados. Trocou as brincadeiras de criança pelos palcos, foi isso?
Costumo dizer que o palco foi e continua a ser o meu parque de diversões, é a minha casa.

Mas era Maria Rapaz como dizem ou não?
Eu digo, sim. (risos)

Teve uma infância feliz?
Muito feliz, qual criança não se sentiria feliz por realizar o seu sonho com apenas 6 anos de idade.

Toda a minha carreira teve o seu percurso natural, cresci aos olhos do público.
Como é que reagiu sempre às críticas?

Sempre bem, as críticas são sempre positivas desde que sejam fundamentadas. A crítica barata não é o meu foco, apenas dou atenção às coisas positivas, só essas é que fazem o meu crescimento.

Mas essa imunidade fica a dever-se a todos estes anos de experiência?
Desde sempre tive a mesma postura em relação a isso.

O que mais lhe custou ler nas revistas a seu respeito?
Como em todas as profissões há bons e maus profissionais. Há quem não esteja devidamente informado e que de forma voluntária ou não, poderá não corresponder com a verdade.

Reagiu alguma vez?
Não.

Sente que as suas músicas, imagem e os próprios videoclipes são algo de preconceito em
Portugal?

O preconceito existe em Portugal e no mundo, em artistas nacionais ou internacionais. Jamais deixarei de fazer algo com medo do preconceito.

Sendo uma mulher bonita, sensual e muito sexy que explicação encontra para que as suas maiores admiradoras sejam mulheres?
Talvez porque em algum ponto possam rever-se na minha imagem ou postura, música ou mensagem.

Portugal tem muitos cantores?
Acho que é a resposta do público que prevalece, sim ou não.

A cidade do Porto continua a ser a sua grande cidade?
Nasci em Lisboa, vivi no Porto e amo estas duas cidades, fazem parte da pessoa que sou hoje e do que vivi.

É difícil para si fazer carreira no Norte?
Já não é tempo de colocar as questões dessa maneira, vivo entre as duas cidades e nunca senti essa dificuldade.

O que é que já aprendeu com a sua filha a todos os níveis?
Amor incondicional.

Tags
Show More

Related Articles

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Close