10@norte

10@norte com Herman José

“Vamos lá cambada” é, para o “verdadeiro artista”, a música que melhor descreve o norte. Uma região de gente com “caracter de granito”, mas “coração de mel”. E que está bem representada na icónica Torre dos Clérigos. Amante de uma boa francesinha, não se coibiria de convidar Rui Moreira para o acompanhar nesse repasto explosivo, com o desejo de ver o “Porto a Sorrir”.

O melhor refúgio do norte?
Uma suite no Hotel Yeatman com vista para o Porto. Mistura explosiva de qualidade, luxo contido, beleza pura e alma nortenha.

A melhor figura desta região do país?
Jorge Nuno Pinto da Costa. Um exemplo de competência, resiliência, cultura e sentido de humor.

A música que representa o norte?
“Vamos Lá Cambada”. Um tema composto em 1986 por um génio que também tinha paixão pelo Norte: Carlos Paião.

O melhor espectáculo que viu no norte?
O meu – no Coliseu do Porto, em Outubro de 2016. Uma daquelas noites em que tudo deu certo. Sala a abarrotar, uma mistura mágica de públicos, uma orquestra a soar a Glenn Miller em mais de duas horas de animação total. Podia ter-me reformado nesse dia, tal foi a realização.

Com que figura nortenha gostava de jantar?
Rui Moreira, para o convencer a patrocinar uma grande tournée pela Invicta e arredores com o espetáculo “Porto a Sorrir”. Fizemos a experiência em Lisboa pela mão do Fernando Medina, e foi uma experiência assombrosa, poder levar às populações uma mistura encantada de fado e humor.

O melhor prato?
Francesinha! Trata-se de uma mistura explosiva de gulodices, que resultam num ato de puro prazer gastronómico.

O monumento mais interessante?
A Igreja e a Torre dos Clérigos. Sobretudo porque são icónicas. Não subvalorizando o extraordinário espólio que se descobre noutras grandes cidades nortenhas.

Um episódio caricato que viveu nessa região?
No primeiro espetáculo “Feliz e Contente” com o Nicolau Breyner no Palácio de Cristal em 1975, os organizadores tiveram de chamar a polícia de intervenção para que conseguíssemos sair do recinto, tal era o entusiasmo do público!

A melhor frase que ouviu?
Depois de um espectáculo meu de uma espetadora peixeira da Afurada: “se fosse mais nova, levavas-me o ourinho todo!”

Se escrevesse um livro sobre o norte que titulo teria?
“Carater de granito, coração de mel”. Não há povo mais surpreendente nos seus contrastes: uma dureza absoluta na defesa das suas convicções, porém servida por um coração que se derrete à primeira por aqueles de quem gosta.
Foto: D.R.

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