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Câmara do Porto lança convite para conhecer os espaços e os tesouros da cidade contados em 29 histórias

No próximo sábado, 10 de março, às 18 horas, no Palacete dos Viscondes de Balsemão

O ciclo municipal Um Objeto e seus Discursos por Semana retoma já no próximo sábado, dia 10, no Palacete dos Viscondes de Balsemão, a montagem do puzzle que encaixa património municipal, grandes instituições da cidade e os mais variados objetos que estão habitualmente afastados do acesso público. O objetivo é dar a conhecer os espaços e os tesouros da cidade contados por quem faz as suas histórias.

Começando pelo piano que pertenceu a Guilhermina Suggia, tocado por Pedro Burmester e em “conversa” com o violoncelo tocado por José Pereira de Sousa, as sessões vão depois desenrolar-se em mais 28 sábados, até 24 de novembro, e irão às diferentes geografias da cidade, reavivando memórias e mesmo descobrindo curiosidades sobre o que constitui a história coletiva dos portuenses.

A orgânica do programa apresenta uma alteração no tocante ao acesso do público: a venda de passes anuais deixa de existir e é substituída pelos bilhetes semanais para cada sessão (2 euros/pessoa, na Bilheteira Online), o que vem alargar as possibilidades de conseguir lugar para assistir, tendo em conta que os locais são regularmente de dimensão limitada.

Calendário variado

A Capela de Nossa Senhora das Verdades – que a Câmara do Porto decidiu recuperar no âmbito do Caminho Português da Costa para Santiago – ou as drageias Bonjour, mais conhecidas como amêndoas de licor da Arcádia, são temas de apenas dois dos momentos a realizar também proximamente e espelham bem a diversidade de pormenores a descobrir, que têm em comum o facto de serem, a seu modo, uma peça do tal puzzle de que se faz o Porto.

Por outro lado, o calendário deste ano conta com uma lista de dezenas de convidados para ajudarem a contar essas histórias e contempla também uma estatueta mágico-religiosa africana, propriedade da Universidade do Porto, um exemplar vivo do cavalo lusitano, nas cavalariças da GNR, e muitos outros pretextos para conversas semanais em torno do património material e imaterial do Porto.

Entrando em museus e bibliotecas, indo a praias e jardins, restaurantes e hospitais, este ciclo traz para a primeira linha o património, no Ano Europeu do Património Cultural. E, com ele, o que importa para uma cidade em termos culturais, históricos, arquitetónicos, paisagísticos, arqueológicos, industriais, científicos, gastronómicos, mitológicos e do imaginário coletivo.

Pelo quinto ano consecutivo, Um Objeto e seus Discursos por Semana vai debater objetos mas também ideias, valores e sabores; vai cruzar participantes dos quadrantes sociais e dos saberes mais diversos; e vai mostrar novamente que é um dos projetos mais ambiciosos e emblemáticos da política cultural do município.
Foto: D.R.

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