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«Ciência que muda o Mundo» em discussão até sábado na Exponor

O Instituto Superior de Ciências da Saúde do Norte e a CESPU realizam, até ao próximo dia 20 de Abril, o IX Ciclo de Conferencias e as Jornadas Científicas, este ano na EXPONOR, em Matosinhos.
A Ciência que muda o Mundo, tema do ciclo de conferências, que aborda a investigação científica na área da saúde, nas diferentes vertentes, levou a organização a convidar conferencistas de várias áreas. Uma das preocupações da organização centrou-se também na problemática da Comunicação da Ciência e dos temas da saúde pelos meios de comunicação social.
Fátima Araújo, Jornalista da RTP foi uma das muitas oradoras, abordando o tema “A Ciência e a Comunicação Social”. A jornalista fez uma exposição sobre as maiores dificuldades e os maiores desafios que se colocam aos jornalistas que trabalham as temáticas da Ciência e da Medicina na pesquisa, na elaboração e na divulgação de notícias sobre essas temáticas.
Numa análise sumária e de mera leitora, ouvinte e espectadora, a jornalista fez ainda uma apreciação crítica da qualidade e da quantidade das notícias sobre Ciência e Medicina que são publicadas nos Media em Portugal e partilhou algumas ideias para aproximar os Media da Ciência e da Medicina.

Fátima Araújo apontou como exemplos de obstáculos ao Jornalismo de Ciência “a falta de tradição deste tipo de Jornalismo em Portugal, a existência de muito poucos jornalistas que de dedicam a tempo inteiro a estas temáticas, a redução das secções de Ciência na imprensa generalista e a linguagem inapropriada, utilizada quer por jornalistas, quer por investigadores, cientistas e médicos que nem sempre descodificam o jargão científico e clínico em termos perceptíveis pelo público”.
Sobre as apostas a fazer para aproximar os públicos da Ciência, a jornalista da RTP defendeu uma “maior especialização dos jornalistas que se dedicam à Ciência, especialização essa que passa por fazerem investigação em publicações especializadas, sites e fontes credíveis” e que passa pela promoção, por parte das universidades, de “mais acções de formação e de cursos dirigidos a jornalistas nestas áreas da Ciência e da Medicina”.
Fátima Araújo sustentou, ainda, que “envolver a comunidade científica, dando-lhe visibilidade mediática, fazer parcerias entre o meio académico, as universidades e os Media” e fazer “um estudo sobre o perfil dos jornalistas de Ciência que trabalham em Portugal, para se perceber quem são, quantos são, em que meios trabalham, que práticas adoptam no trabalho, como vêm a Ciência e o contributo que os órgãos de comunicação dão para a divulgação da Ciência” são estratégias a ter em conta para “aproximar os interesses dos jornalistas dos investigadores”, para “tornar a informação sobre Ciência mais útil para o público e para fazer com que o público se interesse mais por estas temáticas”.
A Ciência que muda o mundo”, foi o tema escolhido para discussão para o IX Ciclo de Conferencias e as Jornadas Científicas organizadas pelo Instituto Superior de Ciências da Saúde do Norte e a CESPU, que até ao próximo sábado, junta especialistas que rebatem diferentes áreas do conhecimento.

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13 Comments

  1. Os Jornalistas tem um papel cada vez mais importante junto da sociedade. Devem lutar cada vez mais pela verdade. Parabéns AIR. Estão a chegar onde os ditos (Maiores) não chegam. Força!

  2. São meios de comunicação como este que nos permite conhecer uma outra realidade do Jornalismo. Parabéns a todos…

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