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Maria João Abreu assinala 30 anos de carreira

Maria João Abreu é um verdadeiro rosto de felicidade. Com 49 anos de idade, 30 dos quais dedicados a uma “profissão não valorizada pelos nossos políticos”, a actriz garante que, apesar de tudo, continua apaixonada pela arte de representar. Assume-se uma mulher perfeitamente normal, cheia de “dúvidas, medos, inseguranças, alegrias, teimosa, orgulhosa, humana e nunca tolerei a mentira”.
Aos seis anos já gostava de ser o centro de todas as atenções: “subia para um alguidar e fazia dele o meu palco. Cantava, declamava… era a essência que já ali estava”. Quando revive a infância, garante sentir sempre uma grande nostalgia. “Fui uma criança feliz. Sempre Maria rapaz ao lado da minha irmã mais nova, a Alexandra”. Maria João recordou a professora primária e um professor de português. “Foi ele um dos grandes impulsionadores que sempre me incentivou ao interesse pelo mundo da representação”.
Numa conversa, sem pressas nem reservas, garante que o sonho de cantar sempre existiu. “Eu achava que não era capaz mas eu sempre cantei” e, por isso, numa altura em que a actriz assinala os 30 anos de carreira criou um espectáculo onde embarca numa viagem através da música onde interpreta canções que marcaram a sua vida. «A Vida é um Cabaret» é o nome do espectáculo com que a actriz percorre o país envolvida numa viagem musical onde dá vida a temas icónicos.

“Eu canto, danço e declamo poesia”. No fundo é um concretizar de um sonho carregado de emoções, “onde a minha vida está completamente reflectida”.
Foi menina de ballet, sonhou ser advogada, médica, mas, aos 19 anos, estreia-se como actriz no musical «Annie», em 1983, dirigida por Armando Cortez. Desde essa altura, prosseguiu com vários espectáculos de revista no Parque Mayer, em Lisboa, altura onde conhece o actor José Raposo, com quem viveu mais de 20 anos e de quem tem dois filhos.
Assumindo que este não é um género, infelizmente, muito bem visto, Maria João Abreu considera que a revista à portuguesa “foi a minha grande escola. Não tenho conservatório. Aprendi tudo o que sei com os actores e sinto-me muito orgulhosa de ter pertencido a este tipo de teatro”. E, ao fim de todos estes anos, “não sei se gosto mais de ver ou de fazer teatro”.

“Não sei se gosto mais de ver ou de fazer teatro”

Mulher de largo sorriso e de gargalhada fácil, muito emotiva quando fala dos filhos. “Sou uma mãe muito galinha. Os meus filhos já ambos saíram de casa, e sinto-me orgulhosa pois ambos beberam tudo aquilo que lhes ensinamos”. Assume-se uma mãe atenta mas moderna: “Sempre falei de tudo abertamente com eles e sempre tive uma boa relação com as noras…”. (risos)
Nesta entrevista falou ainda das muitas personagens que já deu vida. “Acabamos por dar sempre muito de nós nas personagens sejam elas humorísticas, mais dramáticas ou violentas”. Mas a Lucinda da série «Médico de Família» marcou a actriz de uma forma muito positiva. “A Lucinda era genuína e, ao fim de todos estes anos, “ as pessoas falam ainda da personagem”.
Diz que ser figura pública nem sempre é fácil mas, apesar disso, garante ter boa relação com os jornalistas. “Lamento é que se continue a deturpar os títulos só para se vender as revistas e jornais”.
Maria João Abreu diz ter muitos desafios pela frente e, em jeito de saudade, gostava de um dia ser recordada como alguém que deu tudo o que pode ao Teatro e que sempre viveu de uma forma honesta e transparente.

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5 Comments

  1. Uma grande atriz. Viva o teatro de revista!!!!!. Tenho muita pena que a mesma não venha para o norte como eu gostava. Parabéns Maria João

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