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Alexandra partilha emoções e sucessos há 47 anos

Alexandra é sem dúvida uma das melhores vozes Portuguesas. Está a comemorar 47 anos de carreira. Participou, em 1980, no Festival da Canção com o seu «Zé Brasileiro». A partir daí, foi somando sucessos atrás de sucessos. Feliz com a vida, sentindo-se bafejada pela sorte, reconhece que cada pessoa tem que saber aproveitar as oportunidades. «Que Deus me ajude» é uma expressão que utiliza com frequência e que lhe vai dando ânimo para retemperar forças e enfrentar o futuro com um enorme sorriso.
Maria José Canhoto nasceu em 25 de Abril de 1950 na Soalheira, concelho do Fundão. Foi muito jovem para Moçambique e foi por lá que começou a dar os seus passos. “Foi com cerca de 13 anos que comecei a cantar no rádio Club de Moçambique que tinha uma grande orquestra. Foi lá que aprendi tudo, pois nunca tive aulas de canto, o que sei devo-o a toda esta experiência”.

Regressa a Portugal em 1976. Nessa altura começa a cantar em conjuntos, casinos e escolhe como nome e artístico Marizé. Mais tarde é que mudou para Alexandra, pois “achei que era um nome não funcionava muito bem”.
Tudo muda quando conhece o António Sala que a convida a gravar um disco. “Nessa altura obtive algum sucesso com o tema “Senhora Maria” e, quando passava na rádio, as pessoas diziam “que era a voz desconhecida e foi muito engraçado porque as pessoas queriam saber quem era a voz mistério, pois ninguém me conhecia. Em 1976, participa no Festival da Canção com o Zé Brasileiro Português de Braga e é nessa altura que “o meu nome fica mesmo conhecido”.

Não sou fadista. Sou cantora.

Numa conversa, sem pressas nem reservas, tem pena que hoje não se lute e defenda tanto a música portuguesa. “Na altura em que participei no Festival da Canção fazia-se muito pela música portuguesa”. Com todos estes anos de profissão, Alexandra não é de grandes saudades e de pensar muito no passado. “Gosto de desafios e, se me perguntava há alguns anos se eu poderia vir a cantar fado, eu dizia-lhe logo que não”. Hoje é difícil dizer se um dia voltará a cantar ou gravar um disco que não seja de fado. “Eu não sou fadista sou cantora e é difícil definir o que é na verdade ser fadista. Quero é que, quando estou a cantar fado, música ligeira, uma marcha, sintam aquilo que estou a cantar e que gostem da minha voz e da minha interpretação”. O certo é que, nos últimos anos, e pelas portas do fado, Alexandra atingiu o auge da sua carreira ao ser escolhida por Filipe La Féria para interpretar Amália. “O Musical «Amália» foi uma honra e não sei descrever bem tudo o que senti. Foi um orgulho enorme”
Alexandra volta ao Porto em “O Melhor de La Féria”, que estreia dia 3 de Outubro no Teatro Rivoli. Após o sucesso internacional que foi o musical «AMÁLIA», a cantora consagra-se como uma das melhores de sempre do espectáculo português.

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