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Ruy Silva expõe “Sete Pecados Capitais” no Palácio do Bolhão

“É um desafio, um prazer e mais um degrau importante na minha vida profissional”. É desta forma que o artista Plástico Ruy Silva se refere à primeira exposição no Palácio do Conde do Bolhão, no Porto, depois da sua inauguração no passado dia 27 de Março. “Sete Pecados Capitais” é o nome da exposição que está patente desde ontem e ficará até ao próximo dia 17 de maio, assinalando os 25 anos de carreira do artista.
A apresentação dos trabalhos, que contou na abertura com várias figuras públicas e nomes ligados à cultura do Porto, é composta por sete obras, cada uma retrata “um pecado” e que se aliam de alguma forma a uma residência agora devolvida à cidade invicta, que pertenceu a António Alves de Sousa Guimarães, barão e, posteriormente, conde do Bolhão, um local muito procurado para bailes e festas entre a burguesia do século XIX.

Numa das obras, a que chamou de «Preguiça», o artista utilizou sedas que foram retiradas das paredes do palácio, aquando do seu restauro. “Isto é resultado de várias visitas ao local, que permitiu que tal material, velho, degradado fosse uma mais-valia para a minha obra”, confessa.
Nesta exposição, o artista plástico, que para muitos dos convidados presentes “já escreveu o seu nome na história do país e nas artes em Portugal, Ruy Silva apresenta-nos nesta mostra os elementos essenciais para uma verdadeira viagem pela «Gula, Avareza, Luxúria, Ira, Inveja, Preguiça, Orgulho ou Vaidade» que iam sendo acompanhados ao som da violinista Noa. Nesta exposição “tentei desconstruir o conceito original do pecado de forma a olharmos para os quadros de uma forma mais poética”.

A paixão com que o artista encara a pintura, “sem preocupação, com amor, com muita vontade de aprender e de ensinar”, há muito que são algumas características daquele que também é conhecido como o “pintor das laranjas”, já que considera que a “laranja significa otimismo, força de viver, alegria, determinação, coragem”.

“São todos meus filhos e todos diferentes”

Com um olhar de quem está feliz e apaixonado pela obra ali apresentada, garante, com a voz embargada, que “não posso dizer que estes quatros aqui apresentados um é melhor do que a outro, são todos meus filhos e todos diferentes”, mas assegura que a entrega a cada um deles foi muito especial. “Uns destacam-se por uma maior entrega e dedicação por variadíssimos fatores”, outras pelas “dificuldades e desafios que me propunha e outras mesmo em que servi de modelo para meu próprio quadro”.

Relativamente à mistura das cores utilizadas, explica que, de uma forma “subtil”, voltou a introduzir a cor nas obras. “Tive um período quase de depuração em termos de cor nas obras, neste momento começam a surgir de novo alguns apontamentos de cor, mas sempre partindo do tom natural, cru do linho”, o que considera, muito tranquilizante”.

Ao longo destes 25 anos, Ruy Silva tem sido responsável por diversas iniciativas ligadas às artes, conta com dezenas de exposições em Portugal e no estrangeiro, onde tem alcançado vários prémios. A sua obra encontra-se inserida em várias coleções públicas e privadas.

 

 

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7 Comments

  1. Além da exposição adorei conhecer o palácio. Que coisa mais encantadora e de bom gosto. Parabéns Ruy pelo local escolhido.

  2. Podem mostrar mais fotos? Porque razão o bebê Moreira não está no meio das figuras públicas? Descriminação por parte dos jornalistas ou…

  3. Se algum dia um crítico de arte profissional disser algo de bom sobre a “obra” de Ruy Silva eu ofereço toda a minha fortuna. Parece bom rapaz, mas em 25 anos não ganhou talento, nem gosto, nem sequer tem grande aperfeiçoamento técnico. Gostos não se discutem, mas há questões académicas, históricas e da teoria estética que servem para analisar artes plásticas e o simpático Ruy Silva é muito muito muito fraquinho. Espero que tenha bons amigos que percebam pouco do assunto para continuar a acarinhá-lo e incentivá-lo. É perfeitamente natural e legítimo amar, e viver às custas, daquilo para o qual não se tem talento ou gosto, por isso boa sorte Rui Sylva.

  4. É verdade JoCalheiros…gostos não se discutem. Gostei muito Ruy. Adorei a exposição, a forma como fomos recebidos, a Noa a cantar…tudo muito bom. Onde posso ver mais fotos?

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