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Fátima: Relógio do centenário já está em contagem decrescente

Passam 99 anos da primeira aparição de Nossa Senhora aos pastorinhos, segundo a Igreja Católica. Uma verdadeira enchente de pessoas esteve hoje no santuário de Fátima para participar nas comemorações do 13 de Maio. A última antes das comemorações centenárias.

A procissão do adeus foi uma vez mais o momento alto do dia, uma vez que a emoção tomou conta dos peregrinos. O cardeal patriarca de Lisboa, D. Manuel Clemente, presidiu às celebrações religiosas.
As cerimónias das aparições deste ano, em Fátima, servem para testar algumas inovações a um ano da prevista visita do papa a Portugal.

A grande novidade da primeira grande peregrinação deste ano é o novo altar no Santuário de Fátima. Trata-se de uma obra, do grego Alexandros Tombazis, e tem capacidade para acolher 120 concelebrantes e fica 2,4 metros mais baixo do que o anterior.

Outra das novidades foi a inauguração do «relógio do centenário», que se encontra colocado no alto do recinto, na entrada, do lado norte que a partir e agora entre em contagem decrescente até 13 de Maio de 2017, 100 anos depois da primeira aparição na Cova da Iria.

Segundo nota na página oficial do Santuário de Fátima D. Manuel Clemente refere que relativamente à presença do Papa Francisco na celebração do Centenário, o Cardeal Patriarca afirmou que os bispos ainda desconhecem de que forma é que o Papa vai concretizar a sua “intenção de vir a Fátima” em 2017.

D. Manuel Clemente em conferência de imprensa (dia 12) na nova sala de imprensa do Santuário de Fátima anunciou que “Fátima é um grande mistério onde a nossa própria história se tem recentrado, reinterpretado e projectado em termos internos e externos” e por isso “vir a Fátima é reencontrarmos algo muito central na vida da Igreja Católica”, afirmou o Cardeal Patriarca. Acrescentou ainda que “nós bispos ainda ficamos espantados com o que aconteceu relativamente à virgem peregrina. É sempre diferente, os relatos das pessoas têm sabor de um relato evangélico de 2000 anos”.

Recorde-se que o Papa Francisco será a quarta presença de um papa em Portugal, depois Paulo VI, João Paulo II e Bento XVI.

A afluência de peregrinos dos caminhos de Fátima nas estradas portuguesas há muito que era visível. É assim há vários anos. Milhares de pessoas do Norte, e de todo o país, movidas pela fé, deslocam-se a pé ao “altar do mundo”, para ali verem cumpridas as suas promessas, rezar ou por “sentirem a paz” daquele espaço de oração. Um sacrifício muitas vezes difícil de explicar por quem vai cumprir promessas feitas, ou simplesmente movidos pela fé e, para muitos, um ritual anual. Se uns preferem fazer esta jornada sozinhos, em silêncio, ou simplesmente “a pão e água”, a sua maioria segue em grupo.

Fotos: Hugo Viegas

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