Saúde

Secretária de Estado da Saúde preside apresentação do primeiro Centro de Responsabilidade Integrado

A Secretária de Estado da Saúde, Secretária de Estado presidiu esta quarta-feira, à apresentação do primeiro Centro de Responsabilidade Integrado (CRI) do Serviço Nacional de Saúde, que vai funcionar no Centro Hospitalar de Entre o Douro e Vouga (CHEDV). Este CRI desenvolverá as suas atividades na área da obesidade e surge na sequência da Portaria que foi recentemente publicada pela Secretária de Estado da Saúde, através da qual se reformulou o Programa de Tratamento Cirúrgico da Obesidade, que passou a integrar novos procedimentos cirúrgicos e a permitir aos hospitais do SNS que remunerem melhor as suas equipas internas. Este é o primeiro CRI que é criado à luz dos estatutos das Entidades Públicas Empresarias do SNS, publicados em 2017, e o alargamento destas respostas a nível nacional permitirá reorganizar internamente os hospitais do SNS, atribuindo aos profissionais de saúde mais autonomia e responsabilidade pela definição dos modelos de prestação de cuidados e premiando as equipas que têm melhores desempenhos. Ao mesmo tempo, este novo modelo de organização permitirá rentabilizar a capacidade instalada no SNS e cumprir os Tempos Máximos de Resposta Garantidos. “A criação dos CRI faz parte da estratégia global que temos vindo a prosseguir, no sentido de devolver autonomia de gestão aos hospitais e profissionais. É neste contexto que temos vindo a trabalhar”, explica Rosa Valente de Matos. Os CRI são constituídos por profissionais motivados, que queiram aderir a um modelo de organização orientado por objetivos negociados, responsabilização das partes por um projeto comum, promotor da meritocracia, que reconhece e premeia o desempenho coletivo e individual. Assentam também na responsabilização individual e organizacional que permita alcançar uma maior qualidade e eficiência, traduzindo-se em mais acesso, satisfação e ganhos em saúde para os cidadãos e em melhores resultados para os profissionais e para os hospitais do SNS. Além disso, os CRI possuem também competências na área do ensino, formação e investigação, pelo que representam também uma forma de estimular o conhecimento e a investigação científica. Sobre o tratamento cirúrgico da obesidade Em 2017, a atividade cirúrgica do SNS no âmbito da obesidade aumentou cerca de 1,8% em relação a 2016 e mais de 4% em relação a 2015. Estavam em lista de espera no PTCO no final do 1º semestre de 2018 cerca de 1350 doentes, o que representa uma redução de 12% em relação ao final de 2017 (1550). A cirurgia bariátrica é, atualmente, a opção terapêutica mais eficaz no combate à obesidade grave e às co-morbilidades que se lhe associam (diabetes, dislipidemia, apneia de sono, hipertensão arterial) e complementa o reforço das medidas de promoção de hábitos e estilos de vida saudáveis que o Ministério da Saúde tem implementado. O tratamento cirúrgico da obesidade é um processo complexo que exige uma abordagem multidisciplinar, envolvendo equipas de gastrenterologia, psicólogos, psiquiatras, nutricionistas, enfermeiros e cirurgiões especializados, e requer meios apropriados, existentes nos Centros de Tratamento Cirúrgico da Obesidade do SNS.
Miguel Paiva, diretor do Centro Hospitalar, do Entre Douro e Vouga (CHEDV) lembrou que “estudos recentes apontam para uma prevalência da obesidade muito próxima dos 30% na população adulta (entre os 25 e os 74 anos), uma valor assustador que a todos nos preocupa. O CHEDV diz presente no combate à pandemia do Seculo XXI, como a OMS qualificou este grave problema de saúde pública.”
Este responsável disse ainda: “Mas este é também um dia feliz porque sentimos que ele representa, simbolicamente, o retomar do espírito vanguardista e inovador que está impregnado em todos aqueles que protagonizaram uma das mais bonitas histórias da história do nosso querido Serviço Nacional de Saúde: o nascimento, há quase 20 anos, do Hospital de S. Sebastião”,enfatizou.
Célia Neves, por sua vez, disse que a sua vida se transformou para melhor após a operação feita pela equipa do cirurgião Mário Nora.

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