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Vídeo: RPG um forte aliado da escoliose

Assinalou-se, no dia 16 de outubro, o dia internacional da coluna. A nível mundial, a escoliose afeta cerca de 2 a 3 por cento dos adolescentes e é mais frequente em jovens do sexo feminino.

Segundo especialistas, trata-se de uma deformidade da coluna vertebral, que se “caracteriza por uma rotação das vértebras”, e que origina uma ou mais curvaturas. Apesar de, normalmente, ser mais evidente um desvio da coluna para um dos lados, a escoliose “é uma deformidade tridimensional da coluna, com rotação e desvio em vários planos”. E, embora a sua causa seja desconhecida (idiopática), as pesquisas mais recentes indicam como principais causas os fatores genéticos, malformações congénitas, distúrbios metabólicos ou hormonais e assimetria de crescimento, com anormalidades no tecido conjuntivo e ósseo.
Samuel Ferreira, fisioterapeuta, responsável máximo pela clínica FISIOVIDA, explica que cabe aos pais e professores estarem atentos às alterações posturais das crianças. “Na maior parte das situações não há presença de dor, porque as deformidades surgem decorrentes de mecanismos de adaptação a um movimento fisiológico”. Por isso, “torna-se extremamente importante analisarem fatores como o alinhamento dos ombros e ancas, avaliando se estes estão a alturas diferentes, a inclinação do corpo para um dos lados e a presença de uma saliência importante nas costas quando as crianças se inclinam para a frente, são indicadores de algum comprometimento postural”.
Fomos conhecer a história de Miguel Carmo, praticante federado de hóquei em campo, tendo já representado a seleção nacional portuguesa na modalidade que tinha vários problemas de coluna. Recorreu à FISIOVIDA há cerca de 4 anos com queixas lombares que duravam há já alguns anos e que pioravam e afetavam a prática desportiva. Para além disso, relatava queixas incapacitantes ao nível das ancas, com diagnóstico de conflito fémuro-acetabular, corroborado pelos meios complementares de diagnóstico, seja através de Rx seja de Ressonância Magnética, onde já eram evidentes algumas alterações no labrum acetabular.
Chegou mesmo a recorrer a medicação e infiltração mas sem resultados duradouros. Dependia da medicação para manter a sua prática desportiva, sendo que era já hábito tomar medicação para conseguir jogar sem dores.
“Chegou até à FISIOVIDA convencido que teria de deixar a sua prática desportiva”, assume o responsável pela clínica que “aposta numa abordagem integral da saúde”, integrando no modelo de avaliação e intervenção áreas como a Osteopatia, Reeducação Postural Global, Pilates Clínico, Medicina Tradicional Chinesa, Exercício Clínico, Nutrição Funcional, entre outros.
“Foi um caso clínico com ótima evolução. Passaram-se 4 anos e, ano após ano, vai surpreendendo com a sua performance”. Com quase 40 anos, o desportista continua a jogar ao mais alto nível. “Foi feito um trabalho de descompressão a nível da articulação coxo femural e todas as relações musculares da anca com coluna”. “Os ganhos obtidos em termos de mobilidade foram integrados no esquema corporal com exercícios de recrutamento muscular, tendo depois evoluído para o nosso departamento de Exercício Clínico e Otimização da Saúde”. O diretor clínico refere que “temos uma visão diferenciadora na intervenção nas escolioses”. Dentro da abordagem de Fisioterapia Avançada, “utilizamos regularmente o método de RPG, Reeducação Postural Global, que atua nas diferentes dimensões da escoliose”. Situada no Porto, na Avenida Fernão de Magalhães, repartida por dois pisos, a FISIOVIDA “diferencia-se por apostar num modelo de fisioterapia avançada e diferenciada, na qual é privilegiado o atendimento individualizado do utente, sempre com base numa avaliação clínica detalhada e rigorosa, fazendo uso das técnicas mais inovadoras e com evidência científica, que permita obter resultados mais rápidos e duradouros”, enfatiza Samuel Ferreira.

 

 

 

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