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Antigo quartel da GNR de Esposende transformado em Arquivo Municipal

Investimento de 500 mil euros

O antigo quartel da GNR de Esposende vai ser remodelado e transformado em Arquivo Municipal, num investimento de cerca de 500 mil euros. Segundo o anúncio do concurso público para a obra, ontem publicado em Diário da República, o prazo de execução será de 300 dias.
Integrado no Plano de Ação de Regeneração Urbana (PARU), o Município de Esposende prevê, além da recuperação do antigo quartel da GNR, a requalificação da Alameda do Bom Jesus, em Fão, o arranjo do Largo Rodrigues Sampaio, a obra do Mercado Municipal, para além da regeneração da zona Central de Marinhas (obra parcialmente concretizada). A concretização do PARU decorre da aprovação, pela Comissão Diretiva do Norte 2020, em finais de 2016, da medida que beneficia as zonas urbanas de Apúlia, Esposende, Fão e Marinhas, traduzidas num financiamento que ultrapassa os três milhões de euros, mas que pode atingir os quatro milhões, mercê das bonificações decorrentes do cumprimento dos prazos e das normas estipuladas. Estas obras têm uma comparticipação a 85% do FEDER, no âmbito do programa Norte 2020.
A obra, no valor de meio milhão de euros e com um prazo de execução de 300 dias, compreende a alteração e ampliação do antigo edifício da GNR, revestido de interesse arquitetónico para o concelho e que importa preservar, para instalação de um equipamento destinado Arquivo Municipal. Ou seja, com esta ação, preserva-se o património arquivístico do concelho, mas também o seu património arquitetónico.
“O Arquivo Municipal está a funcionar nos Paços do Concelho, mas o espaço é manifestamente insuficiente, o que faz com que algum acervo esteja disperso por outros edifícios municipais. Numa ótica de boa gestão, apresentamos a proposta de requalificação do antigo quartel da GNR, até porque ocupa um local central na cidade”, refere o Presidente da Câmara Municipal de Esposende, Benjamim Pereira.
O autarca associa, ainda, o investimento no novo espaço para o Arquivo Municipal à necessidade de “adaptação às novas tecnologias, essenciais para o desenvolvimento de uma política arquivística coerente e eficiente, possibilitando a preservação, conservação e consequente difusão da informação, funcionando sempre em prol dos serviços e do cidadão”, referiu.
O Arquivo Municipal de Esposende é responsável pela gestão integrada, recolha e tratamento de toda a documentação produzida e recebida pelos órgãos e serviços municipais, ou seja, mais de 1.350 (mil trezentos e cinquenta) metros lineares de documentação, datada desde 1572, situando-se o crescimento documental do município acima dos 100 (cem) metros lineares/ano.

 

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