
A tradição diz que quem vem a Roma e visita a Fontana di Trevi deve atirar uma moeda e assim o sonho realiza se. Em rigor não sei se foi isso que levou Carlos Carvalhal e alguns elementos da equipa técnica arsenalista a cruzar- se comigo esta manhã junto à maior fonte barroca que existe na capital italiana com 26 metros de altura por 20 de largura mas se o autor Nicola Salvi assim pensou a fonte então é provável que os sorrisos e as palavras que captei ao treinador bracarense signifiquem que a equipa sabe ao que vai. Não adianta criar rugas depois da derrota caseira por 0-2 mas junto aquela beleza fontanária sonhar ainda é permitido. Mesmo que a frieza dos números indique que depois de uma derrota em casa em eliminatórias nunca tenha Braga tenha conseguido reviravolta europeia. Para isso os Guerreiros do Minho tinham que derrubar um verdadeiro império romano no estádio Olímpico em plena via dos Gladiadores. É certo que todos os impérios caem mas no futebol a este nível é diferente. O Braga pode focar se num dos primeiros lugares do campeonato e ir à Champions no próximo ano e deixar Paulo Fonseca tratar de vida com a Roma que tem maus concorrência para chegar aos milhões. Mas sem que a equipa portuguesa saia da cidade eterna sem dar luta. Para seguir às 20 em ponto na Liga Europa.
Fernando Eurico
Jornalista



