Economia

Ana Abrunhosa inaugura investimento de 3M do Grupo MSTN

Ana Abrunhosa, Ministra da Coesão Territorial, inaugurou a mais recente unidade industrial do Grupo MSTN – a Mplastic. Localizada na zona industrial de Vagos, numa área de implantação de 4.000 metros quadrados, a Mplastic dedica-se à produção e comercialização de embalagens e componentes de plástico feitos a partir de diferentes materiais e especialmente direcionadas para os ramos da detergência e alimentar.
Fundada em 2003 como principal fornecedora de embalagens das empresas do grupo MSTN, foi alvo, em 2021, de um investimento de 3M com vista ao alargamento e modernização das instalações e ao aumento a sua capacidade produtiva e respetivas volumetrias. “A nossa capacidade de produção atual ronda as 10 mil unidades por hora/30 milhões ano, o que representa um aumento de cerca de 50% em relação a 2017,em volumetrias que vão desde os 100 mililitros até aos 30 litros”, refere Ricardo Neto, diretor geral da Mplastic.
Óscar Neto, Presidente do Conselho de Administração do Grupo MSTN, realçou o percurso e a filosofia de atuação da Mplastic onde o design, a criatividade, a inovação, a sustentabilidade e a estética dos nossos produtos são claramente diferenciadores. A Mplastic afirma-se cada vez mais como The next level of packaging”, referiu.
Ana Abrunhosa, Ministra da Coesão Territorial, destacou o orgulho em ter empresas como a Mplastic a integrar o tecido empresarial nacional, muito focadas na sustentabilidade, na investigação e desenvolvimento e com um forte pendor exportador que obriga a uma flexibilidade e a uma constante inovação e capacidade de adaptação a mercados muito exigentes.
Com uma equipa de duas dezenas de pessoas, a Mplastic faturou em 2021 cerca de três milhões de euros, que representa um crescimento de cerca de 17% em relação a 2020. De realçar que 16% deste valor é proveniente de exportações para Espanha e Moçambique, os dois principais mercados externos da empresa. Para 2022, prevê alcançar um crescimento superior a 10%, fruto de novos projetos iniciados em 2021.
Ricardo Neto destaca ainda o investimento a realizar, a curto prazo, num laboratório para testar embalagens e na eficiência energética e produtiva da fábrica.
O responsável destaca a importante aposta do Grupo no setor da embalagem, “um mercado que em Portugal estava antiquado e ultrapassado. Da análise ao comportamento de consumo verifica-se que a embalagem é um dos fatores de maior influência no processo de compra. Os consumidores fazem a distinção entre produtos semelhantes, e diferenciam pelas vantagens percebidas pela embalagem. O investimento na Mplastic foi feito a pensar no que poderíamos aportar como inovação a um setor algo estagnado”, afirma.
A Mplastic caracteriza-se pela flexibilidade na utilização de diferentes materiais consoante as necessidades dos seus clientes. “Temos empresas que nos procuram porque pretendem desenvolver um produto diferente, com design inovador, com recurso a matéria-prima diferenciadora e nós temos know-how e tecnologia para o fazer. Somos cada vez mais reconhecidos no mercado por esta rápida capacidade de adaptação e de inovação nas soluções colocadas à disposição dos nossos clientes”, realça.
No universo de produtos que a Mplastic produz, estão algumas embalagens diferenciadoras, como é o caso da embalagem 850ml da EcoXperience, que incorpora 50% de plástico reciclado e que foi galardoada com o mais importante e mais antigo prémio de Design do Mundo – “Good Design” –, que distingue os melhores produtos de design concebidos para o consumidor.
O Good Design Awards é um dos eventos mais prestigiados e reconhecidos internacionalmente, e é organizado anualmente pelo Chicago Athenaeum Museum of Architecture and Design, fundado em 1950 por designers e arquitetos de renome a nível mundial.
Aliás, nos últimos anos e fruto da procura por parte dos clientes de soluções mais sustentáveis e amigas do ambiente, a Mplastic tem vindo a explorar vários caminhos em diferentes estágios do processo produtivo com uma aposta clara no eco design e no design thinking, com o objetivo de maximizar o trinómio de usabilidade, eficiência produtiva e sustentabilidade, redução da quantidade de plástico incorporado, aumento da reciclabilidade das embalagens, não apenas da garrafa, mas do conjunto – tampa e rótulo-, através da diminuição da diversidade de mistura de materiais.
Na questão das matérias-primas, a direção passa atualmente pela incorporação de reciclados pós-consumo e de utilização de alternativas biodegradáveis. Neste campo é fundamental estudar e adaptar os processos produtivos a esta nova tendência e é neste sentido que têm vindo a desenvolver novas soluções em conjunto com as universidades, como é o caso da primeira garrafa produzida em Portugal feita à base de algas e 100% biodegradável, desenvolvida para a Fundação Mirpuri.
O Presidente da Câmara Municipal de Vagos, Silvério Rodrigues, realça o impacto e a importância de mais um “grande investimento efetuado no nosso concelho e que mais uma vez projeta e posiciona Vagos como um território de inovação”

Foto: DR

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