Cultura
Câmara do Porto convoca fórum para rever três décadas de políticas culturais e projetar “regresso ao futuro”
Um dia inteiro de debate sobre a herança das últimas três décadas de políticas e realizações culturais no Porto vai marcar, a 20 de fevereiro, um fórum promovido pela Câmara Municipal, na Sala 2 da Casa da Música, organizado em quatro painéis e com a participação de vários convidados, com o objetivo de projetar um “regresso ao futuro”.
3 de fevereiro 2026

No ano em que se comemoram os 25 anos da Capital Europeia da Cultura na cidade e se celebram os 30 anos da elevação do Centro Histórico do Porto a Património Mundial da Humanidade pela UNESCO, a Câmara Municipal promove um dia dedicado a pensar e refletir sobre o passado, o presente e o futuro da Cultura na cidade.
O fórum “PORTO. Regresso ao Futuro: 1996 – 2001 – 2026” irá juntar várias vozes e intervenientes que marcaram – e marcam – o panorama artístico, patrimonial e cultural, para uma partilha de ideias e visões sobre o legado, a sua gestão e políticas de futuro.
Este encontro contará com quatro grandes painéis, que procurarão refletir sobre os movimentos e transformações que aqueles dois acontecimentos cruciais e as políticas que lhe sucederam tiveram na cidade, nas últimas décadas, assim como as responsabilidades, estratégias e prioridades que se devem abrir no novo ciclo.
A manhã arrancará com a intervenção do presidente da Câmara Municipal do Porto, Pedro Duarte, às 9h30, logo seguida de uma comunicação do vereador da Cultura, Jorge Sobrado, sob o tema “Para que Serve um Fórum sobre a Cultura no Porto?”.
O primeiro painel terá lugar às 10 horas e versará sobre “A ‘Porto 2001’: transformações, responsabilidades e herança de uma Capital Europeia da Cultura”, com a participação de Teresa Lago, antiga presidente da Porto 2001; de Pedro Burmester, pianista e antigo programador de música da Porto 2001; de José Luís Ferreira, antigo programador de artes de palco do Teatro Nacional São João (TNSJ) para a Capital Europeia da Cultura; e de Nuno Grande, arquiteto e professor, que integrou a equipa de programação da Porto 2001 na área da Arquitetura e Cidade. A moderação estará a cargo de Joana Fernandes.
Às 11h30, o encontro contará com uma intervenção de Rui Moreira, antigo presidente da Câmara Municipal do Porto entre os anos de 2013 e 2025, que centrará a sua mensagem no tema “Porque não poderia o Porto existir sem Cultura?”.
A manhã terminará com o painel “Políticas Culturais de Cidade: o que aprendemos (e fazemos) com elas?”, com a presença de Manuela de Melo, antiga vereadora da Cultura da Câmara Municipal do Porto e membro do Conselho de Administração da Porto 2001; de João Teixeira Lopes, sociólogo e antigo programador da Porto 2001; dos músicos Pedro Abrunhosa e Miguel Guedes (também atual diretor do Coliseu Porto Ageas). A moderação ficará a cargo de Inês Nadais.
Património Mundial e Futuro da Cultura
A tarde contará com dois grandes momentos, com temas que andarão à volta da importância da elevação da cidade a Património Mundial e sobre o futuro do setor.
Às 14h30, vários convidados irão debater “Porto, Património Mundial: o que fica, 30 anos depois?”. Do painel fazem parte João Rapagão, arquiteto; Laura Castro, historiadora de arte, professora e investigadora; João Soalheiro, investigador e gestor cultural; e Rui Loza, arquiteto. Neste caso, a mediação será feita por Miguel Gaspar.
Logo depois, o último painel da tarde irá focar-se em “Podemos inventar um futuro?”. A partir desta questão, serão procuradas respostas para os caminhos que se avizinham no sector cultural. Foram convidados a participar Andreia Garcia, arquiteta; Rui Massena, maestro; Victor Hugo Pontes, coreógrafo e diretor artístico do TNSJ; e Minês Castanheira, agente cultural e criadora do projeto Bairro dos Livros. A moderação ficará a cargo de Marta Bernardes.
O encontro contará ainda com um momento de conclusões, a cargo de Paula Guerra, professora da Universidade do Porto, e de Rui Couceiro, escritor e comissário do BABELL.
Durante a sessão, haverá ainda um momento musical com o projeto Calcutá e um registo em ilustração realizado pela artista Mariana, a Miserável.
A entrada para o Fórum é gratuita, mas requer levantamento de bilhete, disponível a partir de 13 de fevereiro e sujeito à lotação da sala.



