Destaque
Ovar: Recuo da linha de costa em Maceda já atinge pelo menos 18 metros e agrava preocupação no concelho
Autarquia mantém contacto com a Agência Portuguesa do Ambiente para avaliar medidas urgentes de proteção e recuperação da praia de São Pedro de Maceda, após o avanço do mar ter destruído o areal e infraestruturas.
19 de fevereiro 2026
O avanço do mar destruiu o areal e infraestruturas na praia de São Pedro de Maceda, em Ovar, após semanas de forte ondulação associada ao mau tempo. A erosão eliminou o parque de estacionamento e a área onde funcionava um bar, transformando o local numa arriba.
A situação evidencia a vulnerabilidade do litoral do concelho, onde também há preocupação nas praias de Cortegaça e Furadouro. Após a tempestade Kristin, a Agência Portuguesa do Ambiente avaliou os danos e estão previstas reuniões entre as entidades competentes. O Município pretende exigir um plano de ação para mitigar os efeitos do fenómeno, salvaguardar a época balnear e tentar recuperar as zonas afetadas.
O presidente da Câmara Municipal de Ovar, Domingos Silva, afirmou, em declarações à Agência de Informação Norte (AIN) , que “a situação continua a inspirar preocupação, verificando-se um recuo acentuado da linha de costa em vários pontos deste troço litoral. Em Maceda estima-se, por exemplo, a perda mínima de cerca de 18 metros de areal na sequência dos episódios mais recentes de forte agitação marítima, o que confirma a vulnerabilidade do setor costeiro no concelho”.
O responsável acrescentou que, tratando-se de uma matéria cuja competência é da Agência Portuguesa do Ambiente, o município vareiro “tem mantido contacto próximo com essa entidade no sentido de avaliar com rigor a evolução da situação e assegurar que serão adotadas, em tempo útil”, as medidas necessárias para salvaguarda ambiental e proteção do território.
Domingos Silva enfatizou ainda que este é, há muito, um assunto prioritário para o Município, sublinhando que o agravamento recente das condições atmosféricas e o avanço do mar “reforçam ainda mais a urgência de soluções eficazes e duradouras” para um problema estrutural que afeta significativamente o concelho.
Em declarações ainda à AIN, referiu que as intervenções estruturais na orla costeira “são, por lei”, da responsabilidade da administração central, nomeadamente do Ministério do Ambiente, através da Agência Portuguesa do Ambiente. Ainda assim, garantiu que “o Município tem mantido um diálogo permanente e insistente com o Governo e com as entidades competentes, alertando para a necessidade urgente de intervenções que permitam mitigar os efeitos da erosão costeira, reforçar a proteção de pessoas e bens, salvaguardar as atividades económicas locais e preservar os ecossistemas costeiros. Na nossa opinião, a necessária deposição de areia terá que ser precedida de obra de engenharia pesada, que defenda de forma permanente a linha de costa”, rematou o autarca.



