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Braga encerra Capital Portuguesa da Cultura com balanço de 1,5 milhões de espetadores

Com quase 1,5 milhões de espetadores e mais de mil iniciativas realizadas, Braga concluiu o ano como Capital Portuguesa da Cultura, encerrando um ciclo que o município e o Governo apontam como estruturante para o futuro cultural da cidade.

Um ano depois de assumir a centralidade cultural no país, Braga encerrou oficialmente o ciclo como Capital Portuguesa da Cultura, sublinhando um legado que, segundo responsáveis políticos e culturais, se projeta para além de 2025. A cidade passou este sábado o testemunho a Ponta Delgada, numa cerimónia realizada no Theatro Circo.

O momento marcou o encerramento formal da Braga 25 e serviu também para afirmar a continuidade da cultura como eixo estruturante da política municipal. O presidente da Câmara Municipal de Braga, João Rodrigues, realçou citado em nota de imprensa que “a cultura é uma forma de governar melhor, de criar comunidade e de formar cidadãos mais livres, críticos e participativos”. O autarca sustentou ainda que “uma cidade que vive um ano assim não pode voltar ao normal como se nada tivesse acontecido”, frisando que “o legado da Braga 25 continua, circula e inspira”.

Na passagem simbólica do título, João Rodrigues enfatizou que o gesto ultrapassa a dimensão formal. “Não entregamos apenas um título, entregamos uma ideia: a de que a cultura pode ser motor de coesão, criação e futuro em todo o território”.

Também a ministra da Cultura, Margarida Balseiro Lopes, destacou o caráter estruturante da iniciativa. O objetivo da Capital Portuguesa da Cultura passa por “criar um legado que vá muito além do ano do título”, afirmou, considerando que, no caso de Braga, “é absolutamente seguro que esse legado vai perdurar ao longo dos anos”. A governante notou que o programa “permitiu alavancar a cultura em Braga, deixou raízes e vai continuar a dar frutos”.

Da parte da cidade que recebe agora o título, a comissária de Ponta Delgada 2026, Kátia Guerreiro, sublinhou o trabalho desenvolvido em conjunto com a equipa bracarense. “Temos trabalhado em estreita articulação com a Braga 25 e assumimos agora, com grande sentido de responsabilidade, este novo ciclo”.

A cerimónia foi também ocasião para um primeiro balanço quantitativo do programa. Até ao final de outubro de 2025, a Braga 25 integrou cerca de 1.200 atividades, entre ações de formação, capacitação, mediação e participação. Deste conjunto, contabilizam-se 253 espetáculos e 95 exposições, que mobilizaram quase 1,5 milhões de espetadores. Estes números não incluem grandes eventos de espaço público, como o Programa de Abertura, a Braga Romana ou a Noite Branca.

Ao longo do ano estiveram envolvidos cerca de 1.200 artistas, metade dos quais locais, a par de 19% internacionais, refletindo simultaneamente o enraizamento territorial e a abertura ao exterior.

O encerramento incluiu ainda um momento artístico que colocou em diálogo duas estruturas culturais das cidades envolvidas – a Ent’Artes – Escola de Dança, de Braga, e o Estúdio 13, de Ponta Delgada –, cruzando intérpretes e tradições do Minho e dos Açores, num espetáculo concebido como símbolo de continuidade e partilha entre capitais culturais.

Foto: DR

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