Notícias

Congresso debate fosso entre pensões e custo de vida

O fosso entre o valor das pensões e o custo de vida vai estar em debate na segunda edição do congresso “Os Seniores no Século XXI. Compromisso de Futuro”, marcada para 25 de setembro, em Lisboa.

A sustentabilidade e a equidade dos sistemas de pensões em Portugal e na Europa são alguns dos temas em análise na iniciativa, organizada pelo Gabinete Sénior, Associação de Apoio Jurídico e Social, no auditório da Fundação Cidade de Lisboa.

“Pensões, dignidade e qualidade de vida: que futuro para os reformados em Portugal e na Europa?” é o tema de um dos painéis, que vai reunir representantes da Segurança Social, sindicalistas, eurodeputados e organizações de defesa dos direitos dos reformados de Portugal e Espanha.

“O painel analisará o fosso crescente entre o custo de vida e o valor das pensões, as reformas em curso nos sistemas previdenciais europeus e os mecanismos existentes ou em falta de proteção do rendimento sénior”, explica Joaquim Dantas Rodrigues, presidente do Gabinete Sénior, citado numa nota de imprensa.

Entre os oradores está José A. Herce, especialista espanhol nas áreas da longevidade, pensões e sustentabilidade dos sistemas de proteção social. Integra vários grupos internacionais de peritos em poupança para a reforma e vai apresentar o contexto espanhol, fazendo também uma abordagem à realidade portuguesa.

Em 2025, Portugal tinha quase 2,67 milhões de pessoas com 65 ou mais anos, cerca de 24,3% da população residente. Segundo dados do Instituto Nacional de Estatística citados na nota de imprensa, existiam 189 idosos por cada 100 jovens e apenas 2,76 pessoas em idade ativa por cada sénior.

O envelhecimento da população prisional é outro dos temas em agenda. De acordo com os dados divulgados, há mais de 2.500 reclusos entre os 50 e os 64 anos e cerca de 500 com 65 ou mais anos. Portugal terá ainda a população prisional mais envelhecida da Europa e a duração média de encarceramento mais longa do continente.

A falta de acompanhamento dos reclusos mais velhos, sobretudo daqueles que sofrem de doenças mentais, estará também em análise.

“Portugal precisa, também nesta área, de empreender uma outra capacidade na qualidade e quantidade de respostas institucionais, que têm de ser mais adequadas e humanizadas”, considera Joaquim Dantas Rodrigues.

O congresso decorre entre as 9h00 e as 18h00. O programa completo da segunda edição será divulgado posteriormente.

Tags
Show More

Related Articles

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Close