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Vilar de Mouros arranca hoje com Yungblud e cinco dias de concertos

Yungblud abre esta terça-feira o Festival CA Vilar de Mouros, que este ano ganha mais um dia e se prolonga até sábado. Dropkick Murphys, Kasabian, Ben Harper, Kaleo e Body Count estão entre os principais nomes de uma edição que espera superar os cerca de 50 mil visitantes do ano passado.

O Festival CA Vilar de Mouros começa esta terça-feira e, pela primeira vez, vai ter cinco dias de concertos. Uma alteração motivada pela presença de Yungblud. Segundo a organização, o músico britânico apenas tinha disponibilidade para atuar em Portugal nesta data devido à agenda de concertos. Yungblud, de 29 anos, é o cabeça de cartaz da primeira noite e chega a Vilar de Mouros lesionado. A dois dias do concerto, publicou uma fotografia com a perna esquerda imobilizada e apoiado em canadianas. Não revelou a causa da lesão, mas garantiu que vai subir ao palco esta terça-feira. “Tenho a perna toda lixada, mas ainda estou de pé, mais ou menos”, brincou. “Portugal e Bélgica, estou a caminho e vai ser de loucos”. O primeiro dia conta ainda com os President e os Cabaret Voltaire. Segundo Paulo Ventura, esta poderá mesmo ser a última passagem dos Cabaret Voltaire por Portugal.

Na quarta-feira, os Dropkick Murphys regressam a Vilar de Mouros, 12 anos depois da última presença no festival. Desta vez, são cabeças de cartaz. Fishbone, The Hives, Ugly Kid Joe, Less Than Jake e Grade 2 completam o alinhamento. Quinta-feira é dedicada à música britânica, com os Kasabian como principal nome do dia. Pelo palco passam também os Kula Shaker, que atuam pela primeira vez em Portugal, os Kaiser Chiefs e The Lathums.

Na sexta-feira, Ben Harper regressa com os The Innocent Criminals, 25 anos depois do primeiro concerto do músico em Vilar de Mouros. Os islandeses Kaleo são os cabeças de cartaz de um dia que recebe ainda War, Triggerfinger, Sydney Ross Mitchell e Monstro. Os Body Count, com Ice-T, estão entre os destaques do encerramento, no sábado. O último dia recebe também Rudeboy, Mark Ramone e Travo, além do vencedor do concurso de bandas António Barge, que leva o nome do médico que esteve na origem do festival.

Depois de cerca de 50 mil pessoas no ano passado, a organização espera superar esse número nesta edição. As portas do recinto abrem às 15h00 durante os cinco dias e as bilheteiras funcionam entre as 13h00 e a 1h30. O bilhete diário custa 55 euros. O passe de quatro dias, válido entre 19 e 22 de agosto, custa 130 euros, enquanto o passe de cinco dias, entre 18 e 22 de agosto, custa 160 euros.

Os bilhetes diários não permitem sair e voltar a entrar no recinto. Quem tem passe de quatro ou cinco dias pode fazer reentradas até uma hora antes do final do último concerto. O acesso ao campismo está incluído nos passes de quatro e cinco dias e está disponível desde as 16h00 de 16 de agosto. Os portadores de bilhetes diários podem comprar o acesso separadamente nas bilheteiras.

No recinto há bares e uma zona de restauração com food trucks, incluindo opções vegan. Estão ainda disponíveis caixas multibanco, assistência hospitalar permanente, equipas móveis de apoio médico, gabinete de segurança e prevenção, perdidos e achados, carregamento de telemóveis e merchandising oficial.

Paulo Ventura, diretor do festival de música mais antigo do país, garante que organizar Vilar de Mouros é “uma honra e uma responsabilidade gigante”. Uma responsabilidade que, afirma, obriga a organização a fazer, em cada edição, “mais e cada vez melhor”, com cartazes “mais sólidos” e condições “cada vez melhores” para quem visita o festival.

Vilar de Mouros tem mais de meio século de história. Tudo começou em 1965, com um festival ainda ligado ao folclore e à música popular do Alto Minho e da Galiza. Nos anos seguintes, o evento foi crescendo e, em 1968, ganhou projeção nacional com um programa que juntou diferentes géneros musicais. Mas foi em 1971 que Vilar de Mouros ficou marcado na história da música em Portugal. O médico António Barge esteve à frente de uma edição que levou milhares de pessoas àquela aldeia minhota. Elton John, Manfred Mann e Quarteto 1111 estiveram entre os nomes do cartaz. Nascia a fama do “Woodstock português”.

O festival regressou em 1982, numa edição de nove dias. U2, Echo and the Bunnymen, Durutti Column, A Certain Ratio, GNR, Jáfumega e Carlos Paredes estiveram entre os muitos nomes que passaram por Vilar de Mouros. Seguiu-se um novo regresso em 1996, com uma edição comemorativa dos 25 anos. A regularidade anual só seria retomada em 1999 e manteve-se até 2006. A edição prevista para 2007 acabou por ser cancelada. Vilar de Mouros voltaria anos mais tarde e mantém hoje uma história que atravessa várias gerações.

 

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