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Outubro põe o Porto à conversa sobre a cidade, a memória e o património

Dos legados da Porto 2001 às transformações da frente ribeirinha, passando pelas reservas do Museu do Porto e pela obra de Aurélia e Sofia de Souza, outubro reúne diferentes vozes para pensar a cidade através daquilo que permanece, se transforma e continua a ser redescoberto.

Ao longo do mês, “Porto Regresso ao Futuro”, “RESGATE”, “O Que Está Guardado Não Está Esquecido” e “Uma Casa de Artistas” fazem da conversa um lugar de encontro com diferentes tempos e histórias do Porto, da cidade que se projetava para o futuro no início do milénio àquela que hoje continua a interrogar o seu património, as suas coleções e os seus criadores.

Em 2001, a Capital Europeia da Cultura deixou marcas que ainda hoje fazem parte da cidade. Vinte e cinco anos depois, Porto Regresso ao Futuro revisita esse legado e convida a olhá-lo a partir do presente. Patente na Antiga Casa da Câmara até 31 de outubro, a exposição ganha continuidade num conjunto de encontros e debates em torno das ideias, projetos e protagonistas que marcaram aquele período. Comissariados por Luísa Bessa e Luís Tavares Pereira, estes momentos integram o programa MALHA. Porto, Património de Pessoas.

O primeiro reencontro acontece a 1 de outubro, às 18 horas, no Museu Romântico. Em “Pontes de 2001”, António Jorge Pacheco, Fausto Neves, Dário Oliveira, Miguel von Hafe Pérez e Nuno Grande regressam a projetos e experiências daquele momento marcante da vida cultural portuense. A conversa desloca-se, a 15 de outubro, às 18 horas, para a Biblioteca Municipal Almeida Garrett, onde Regresso ao Futuro da Baixa junta Teresa Novais, Teresa Cálix e Susana Bettencourt.

A 29 de outubro, à mesma hora, na Casa da Música, “A Mudar a Imagem de uma Cidade” reúne Guta Moura Guedes, Carlos Martins, João Paulo Velez, Teresa Lago e Jorge Sobrado, fechando o mês com um olhar sobre a imagem e a transformação do Porto.

Há outras formas de ler a cidade através das marcas que permanecem no território e dos objetos que se conservam longe do olhar quotidiano.

A 15 de outubro, às 15h30, na Casa do Infante, Evelyne Phibel conduz o “RESGATE Muralha, Cidade e Rio: Permanências e Transformações entre o Muro dos Bacalhoeiros e a Rua de Cimo de Muro”, tomando a frente ribeirinha como território de observação das mudanças e permanências do Porto.

Três dias depois, 18 de outubro, às 11 horas, a mesma Casa do Infante convida a olhar para aquilo que habitualmente não se vê. Em “O Que Está Guardado Não Está Esquecido”, António Manuel Silva traz ao encontro do público peças e histórias preservadas nas reservas do Museu do Porto.

Aurélia e Sofia: quando a exposição continua pela palavra

No Museu Aurélia e Sofia de Souza, a conversa aproxima-se da criação artística. Com programação e moderação de Isabel Lopes Gomes, “Uma Casa de Artistas” prolonga algumas das questões suscitadas pela obra das duas pintoras e pela exposição Diálogo Duplo, com curadoria de Rita Roque.

A 31 de outubro, às 17 horas, “As Flores do Mal” reúne Manuela Hargreaves e Raquel Pelayo em torno de Casa e Paisagem, dois temas recorrentes na pintura de Aurélia e Sofia de Souza e ponto de partida para novas leituras sobre os seus universos artísticos.

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