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Batalha das Flores enche Barcelos de cor, pétalas e tradição
A Festa das Cruzes é a primeira grande romaria do Minho, e a sua diversidade permite aliar na perfeição o carácter religioso e popular, como são exemplo a Batalha das Flores e a Procissão da Invenção da Santa Cruz.
2 de maio 2025

Foram milhares as pessoas que encheram as ruas da cidade de Barcelos, entre as quais muitos visitantes vindos da vizinha Galiza, naquela que é carinhosamente conhecida como o “Dia do Espanhol”.
Realizou-se ontem, dia 1, no centro da cidade, a tradicional Batalha das Flores, um dos momentos mais aguardados da centenária Festa das Cruzes. Este ano, o evento decorreu sob o tema “Festa das Cruzes, Património Imaterial Português”, mote que será também transversal às iluminações e aos tradicionais espetáculos pirotécnicos.
Este é um dos momentos altos das tradicionais Festas das Cruzes, onde carros alegóricos atiram flores uns aos outros e ao público, numa autêntica batalha de cores e aromas, capaz de tornar a cidade ainda mais colorida. Este ano, o tema é “Festa das Cruzes, Património Imaterial Português”.
A edição de 2025 da Festa das Cruzes — a primeira grande romaria de Portugal, que nasceu, segundo a história, em 1504 — decorre até ao próximo domingo e promete ser uma grande jornada, com uma programação diversificada pensada para agradar a todos, abrangendo a fé religiosa, manifestações culturais, animação, concertos, folclore, artesanato e convívio.
Segundo o presidente da Câmara Municipal de Barcelos, Mário Constantino Lopes, esta é a primeira edição da festa após a sua inscrição no Inventário Nacional do Património Cultural Imaterial — uma distinção que considera “muito relevante” para a cidade e para o concelho. Para o autarca, esta classificação “destaca a importância” da maior festa barcelense, enquanto reflexo da “identidade” local, da sua profundidade histórica e da relação com a comunidade.
Contudo, Mário Constantino salienta que este reconhecimento traz também “responsabilidades acrescidas”, nomeadamente no que diz respeito à “preservação e transmissão dos valores associados à Festa das Cruzes”: religiosidade, tradição, cultura, convívio e socialização.
“É sempre um momento especial. A Batalha das Flores traz-nos memórias de infância e é bonito ver como esta tradição continua viva, com tantos jovens envolvidos”, afirmou Maria Gomes, residente em Barcelos e frequentadora assídua da festividade minhota.
Também entre os visitantes estrangeiros o entusiasmo era evidente. “Viemos de Vigo de propósito para este dia. A energia, a música, as flores — tudo é mágico”, contou Javier Rodríguez, turista galego que visita Barcelos pela terceira vez.
A Festa das Cruzes prossegue nos próximos dias com um programa diversificado, onde se incluem concertos, exposições, celebrações religiosas e muita animação, reforçando o estatuto de Barcelos como palco privilegiado da cultura popular.



