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Imaginarius convida Charles Landry para refletir sobre o potencial criativo das cidades

Um dos principais teóricos do conceito de cidades criativas vai marcar presença na edição deste ano do Imaginarius – o ensaísta britânico Charles Landry é o orador convidado da conferência do festival, que decorre entre 21 e 23 de maio, em Santa Maria da Feira.

“Imaginar: cultura, coexistência e cidade num mundo instável” será o mote para a Conferência Imaginarius, agendada para 23 de maio, às 14h30, no auditório da Biblioteca Municipal. Um encontro moderado pela jornalista Isabel Lucas, aberto a todos os interessados no futuro das cidades, em múltiplas dimensões.

Figura de referência no desenvolvimento e inovação dos territórios, Charles Landry é um reconhecido urbanista, consultor e ensaísta que, nas últimas quatro décadas, desenvolveu centenas de projetos à escala global, propondo novas formas de pensar a construção dos territórios, explorando o mundo nómada, as cidades interculturais e os recursos culturais, a economia criativa e a psicologia dos espaços urbanos, o risco e a fragilidade, bem como a medição da criatividade.

A reflexão de Landry sobre a cidade criativa desafia os contextos a libertarem o potencial humano e institucional, frequentemente condicionado por sistemas rígidos e modos de pensamento convencionais. A Conferência Imaginarius convoca esta perspetiva não para oferecer respostas imediatas, mas para criar um espaço de reflexão partilhada.

Para além de estratégias e políticas, existe uma camada mais imediata da vida urbana, aquela que se sente antes de se explicar. Este encontro com Charles Landry convida a um envolvimento com essa dimensão da cidade, reconhecendo que imaginar deve enraizar-se não apenas na análise, mas na experiência vivida.

Foi em 2003 que o ensaísta desenvolveu um novo conceito, “Creative Bureaucracy”, e defendeu que as administrações públicas precisavam de se tornar mais imaginativas para recuperar a confiança dos cidadãos e das partes interessadas, revalorizando o bem público. Numa fase inicial, a ideia foi desvalorizada, mas a publicação do livro Creative Bureaucracy em 2017 e o lançamento do Creative Festival, um ano depois em Berlim, deram credibilidade e impulso a este conceito.

“Cada pessoa, cada negócio, cada interação deixa um rasto. Moldamos a cidade através das nossas decisões e hábitos, e a cidade, por sua vez, transforma-nos, influenciando a forma como percebemos a realidade e como nos relacionamos uns com os outros”, sustenta Charles Landry. “Se esta influência mútua é constante, a questão não é se estamos envolvidos, mas para onde nos conduz esta trajetória partilhada”, interroga o ensaísta.

A participação na Conferência Imaginarius é gratuita, mas sujeita a inscrição prévia, limitada ao número de lugares disponíveis.

Foto: DR

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