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Do palco ao telemóvel: a outra forma de viver o Primavera Sound Porto
No Primavera Sound Porto, a experiência não termina diante do palco. Entre fotografias, vídeos e publicações nas redes sociais, milhares de festivaleiros registam quase tudo o que acontece no recinto. A música continua a ser a principal razão para a viagem, mas é através do telemóvel que muitos escolhem contar o festival. Para isso, os festivaleiros usufruem de uma rede móvel 5 G e de ume infraestrutura fixa que garantem velocidade e eficácia, disponibilizados pela Vodafone, parceira do festival.
13 de junho 2026

É o terceiro dia do Primavera Sound Porto e as atenções concentram-se no concerto dos Massive Attack. O coletivo britânico regressa a Portugal, dois anos após a passagem pelo Kalorama, em Lisboa, para apresentar um espetáculo em que o comentário político volta a ocupar um lugar central. Ao longo de um alinhamento dominado pelos temas mais emblemáticos da carreira, a banda mantém o foco nas críticas ao capitalismo de vigilância, uma das marcas da atual digressão.
Até ao início do espetáculo, os festivaleiros distribuem-se pelo recinto, entre fotografias, vídeos e uma última pausa, antes de ocuparem os lugares junto ao palco principal. Enquanto aguardam pelo início do espetáculo, muitos mantêm os olhos no telemóvel, seja para selecionar fotografias, seja para acompanhar o que outros festivaleiros vão partilhando nas redes sociais ou o que a própria organização do Primavera Sound vai publicando.
Mariana Silva, de 23 anos, viajou de Guimarães com um grupo de amigas para conhecer o festival pela segunda vez. Enquanto escolhia as fotografias que iria publicar, explicava que não sente necessidade de filmar concertos completos porque prefere “guardar um ou dois momentos e depois aproveitar o espetáculo”. O ambiente, acrescenta, merece tanto destaque como as bandas. “Gosto de mostrar o recinto, a decoração e as pessoas. Os concertos acabam por ser apenas uma parte do dia. Confesso que não conheço muitas das bandas, mas o festival não é só canções”. Ao final da tarde, procurou um local específico para fotografar o pôr do sol. “A rotunda da Anémona fica maravilhosa com esta luz. É um dos sítios mais bonitos do recinto e gosto de guardar também esses momentos.”
Ricardo Lopes, de 30 anos, de Leiria, percorre o recinto quase sempre com o telemóvel na mão. Enquanto espera pelo concerto seguinte, vai fotografando quem passa. Assume-se como um apaixonado pela fotografia e admite que o palco nem sempre é o principal motivo das imagens. “Temos aqui rostos muito bonitos, casais felizes e pessoas que estão genuinamente a divertir-se. É isso que mais gosto de fotografar”. Entre retratos, vídeos e publicações nas redes sociais, a bateria esgota-se rapidamente. “O festival está muito bem organizado e faz diferença haver espaços onde conseguimos carregar rapidamente o telemóvel. Para quem anda sempre a fotografar, isso acaba por ser essencial”. Comprou o bilhete para todos os dias do festival. “Vejo isto como um encontro de amigos. Alugamos casa e, de quinta a domingo, o festival é a nossa casa. Todos metemos férias”. Ao lado, o amigo Pedro Maia faz a sua estreia no festival. Fotógrafo de profissão, além da máquina fotográfica, o telemóvel está sempre presente. “Uso muito o telemóvel para foto modo retrato. A rede é ótima. Nunca senti cortes”, refere.

No Primavera Sound Porto, o telemóvel também tem palco
Junto aos pontos de carregamento, a afluência aumenta, à medida que a tarde avança. Muitos chegam com powerbanks, mas nem sempre suficientes para um dia inteiro. Beatriz Moreira, do Porto, aproveitava uma pausa para recarregar o telemóvel, depois de várias horas entre fotografias, vídeos e aplicações. “Pensava que chegava ao fim da noite sem carregar o telemóvel, mas já estava quase sem bateria. Ainda queria registar os concertos principais e precisava de continuar em contacto com o resto do grupo”.
João Carvalho, de Anadia, fez também uma breve paragem no espaço onde pode recarregar o equipamento. Aproveitou para “comer qualquer coisa”, porque assim terá mais tempo para desfrutar do espaço. “Hoje, ficar sem bateria significa deixar de conseguir comunicar com os amigos, consultar os horários ou chamar transporte, quando o festival terminar”. Diz que, nas redes sociais, procura sobretudo imagens que revelem um lado menos conhecido dos festivais. “Gosto de descobrir recantos deste e de outros festivais que as fotografias mostram e de que nem sempre nos apercebemos quando cá estamos. Às vezes são espaços dedicados à gastronomia ou zonas preparadas para o público que acabamos por descobrir graças às fotografias de outras pessoas”.

A qualidade da rede móvel é outro dos aspetos que valoriza. “No meu caso, a rede é ótima e consigo publicar fotografias e vídeos sem dificuldade”. Admite também que é dos primeiros a levantar o telemóvel quando começa um concerto de que gosta. “Há muito que tenho uma pasta no telemóvel com os festivais a que vou. De vez em quando, gosto de rever esses momentos”. Ainda assim, reconhece que esse hábito exige algum cuidado. “Nem sempre é agradável para quem está atrás ter um braço levantado durante um concerto. Já tive quem me chamasse a atenção porque lhe estava a tirar a visibilidade. Percebi que tinha razão e baixei logo o telemóvel. Acho que é importante haver respeito por quem está à nossa volta”.
Ao longo do dia, os telemóveis apontam tanto para os palcos como para tudo o que os rodeia. Há quem fotografe as instalações decorativas do recinto, quem procure um enquadramento junto à guitarra instalada pela Vodafone perto da entrada, quem registe as pinturas faciais ou faça questão de mostrar o visual escolhido para o festival, antes mesmo do primeiro concerto. Outros preferem guardar apenas um ou dois momentos de cada atuação.
Até ao concerto dos Massive Attack, o telemóvel continua a acompanhar cada momento do festival. Regista atuações, encontros entre amigos, espaços do recinto e imagens que, poucos segundos depois, chegam às redes sociais. Há sempre mais uma fotografia para tirar, antes de voltar ao palco.

Foto: André Ferreira
“As redes sociais tornaram-se uma extensão natural do festival”
A utilização da rede móvel durante os festivais tornou-se mais intensa e exigente, acompanhando a forma como o público vive e partilha cada concerto. Para responder ao aumento do tráfego no Primavera Sound Porto, a Vodafone reforçou, antecipadamente a infraestrutura nas zonas de maior concentração de pessoas, sobretudo junto aos palcos, explica Leonor Garcia Marques, responsável pela Marca Vodafone, em declarações à Agência de Informação Norte (AIN). Uma rede móvel, incluindo 5G, reforçada e uma infraestrutura fixa o recinto, bem como inúmeras tomadas elétricas são dispositivos que fazem a diferença. “Trabalhamos para que, mesmo no meio de milhares de pessoas a viver o mesmo momento, cada ligação seja pessoal, imediata e sem falhas. Porque sabemos que, muitas vezes, é ali, no refrão de uma música, num aplauso coletivo, que nasce o impulso de partilhar”, afirma, acrescentando que a prioridade passa por garantir que todos conseguem comunicar sem interrupções ao longo do evento.
Durante os dias do festival, equipas técnicas monitorizam a rede em permanência, ajustando a capacidade sempre que necessário. “Mais do que tecnologia, é um compromisso: o de que cada pessoa pode estar perto de quem está longe, partilhar o que está a viver e sentir-se ligada, em todos os sentidos”, sublinha.
Na perspetiva da responsável, a conectividade passou a fazer parte da própria experiência dos festivais. “É aquilo que permite prolongar o momento, partilhá-lo, revivê-lo e até descobri-lo. É através da rede que se marcam encontros, se descobrem novos artistas, se vivem os bastidores e se criam memórias que vão muito além do recinto”, refere, sustentando que a Vodafone pretende garantir que “cada pessoa vive o Primavera Sound Porto de forma mais próxima e intensa”.
Leonor Garcia Marques considera, ainda, que a evolução tecnológica e os novos hábitos digitais alteraram profundamente a utilização da rede móvel em eventos desta dimensão. “Hoje, a experiência começa antes dos concertos, prolonga-se para além deles e ganha uma dimensão global através da partilha em tempo real. As redes sociais tornaram-se uma extensão natural do festival”, observa.
Na sua leitura, esta transformação fez aumentar o consumo de dados, sobretudo através do vídeo e das transmissões em direto. “Cada pessoa deixou de ser apenas espectadora para passar a ser também criadora e amplificadora da sua própria experiência”, assinala.
Essa evolução levou também a Vodafone a adaptar continuamente a infraestrutura para responder a cenários de elevada concentração de utilizadores. “A rede tornou-se mais inteligente, mais flexível e preparada para cenários de elevada densidade. O nosso foco é garantir que cada ligação tem significado, permitindo partilhar, aproximar e tornar cada momento ainda mais memorável, esteja-se no recinto ou à distância”, conclui.
Acessibilidade reforçada
Além da fluidez e reforço de tráfego móvel, o Primavera Sound Porto volta a disponibilizar nesta edição um conjunto de respostas destinadas a pessoas com mobilidade reduzida, com plataformas elevadas junto aos palcos, acessos adaptados, casas de banho adaptadas e entrada gratuita para um acompanhante.
Natural de Penafiel, Armando Lopes desloca-se em cadeira de rodas desde um acidente de viação, há cinco anos, e considera que “estas estruturas fazem a diferença para quem quer assistir aos concertos em segurança e com maior autonomia”. O visitante destaca à Agência de Informação Norte a evolução das condições de acessibilidade no recinto, embora entenda que continua a haver margem para novas melhorias.
A organização refere que tem vindo a reforçar as condições de acessibilidade de edição para edição, procurando facilitar a circulação no recinto e o acesso aos diferentes espaços, para que as pessoas com mobilidade reduzida possam acompanhar os concertos com maior conforto e segurança.



