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Meo Marés: Plutónio com legião de fãs fiéis a cantar de início ao fim do concerto

Terminou, há instantes, a atuação de Plutónio no palco principal do Meo Marés, em Matosinhos, com uma plateia de público conhecedora dos seus êxitos e animada por poder cantar em conjunto com o cantor. O artista confirmou no palco principal do festival nortenho por que é uma das referências da música nacional.

Já a noite caía e o concerto de Plutónio ia a meio quando o rapper português com raízes moçambicanas cantava “queria levar-te para casa, uma nova morada, tu não confias em mim, pois não”. Mas o público fiel ao artista oriundo do bairro da Cruz Vermelha, em Cascais, acompanha-o seja em que morada for. E, na nova casa do Meo Marés, a Praia do Aterro, em Leça da Palmeira, Matosinhos, os fãs cantaram os versos de todos os sucessos que Plutónio interpretou no palco principal. A apoteose surgiu quando o cantor interpreta “Meu Deus porquê”, ouvindo-se vozes sobrepostas e encadeadas umas nas outras.

A interação que Plutónio desencadeou com a plateia foi exemplar. O cantor pediu à assistência “mais alto” ou “mais baixo” e os fãs ora cantaram num tom mais elevado, ora num tom menos audível. Sempre que ele interpelava dizendo “quero ouvir”, as pessoas gritavam ou cantavam ainda mais alto. E esta dinâmica de grupo durou de início ao fim do concerto e engrandeceu-se à medida que a própria resposta do público também estimulava Plutónio a dar mais de si em palco.

Na despedida, o cantor lembrou ao público que, ainda este ano, vai editar um novo álbum, que sucede a “Carta de Alforria”, editado em 2024, e agradeceu aos fãs por o acompanharem. E tem razões para isso. Treze anos depois de ter editado o primeiro disco de originais, ele tem mais de um milhão de ouvintes mensais no Spotify e é um dos nomes mais influentes da música nacional e um dos artistas mais impactantes da lusofonia.

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