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Músicos multipremiados no Festival Internacional de Guitarra de Santo Tirso
A 29.ª edição do festival decorre entre 14 e 18 de outubro, com concertos de artistas reconhecidos e atividades educativas dirigidas a escolas e famílias. O programa volta a cruzar tradição e contemporaneidade, dentro e fora dos palcos.
16 de setembro 2026

Uma celebração intensa e multifacetada da arte e da música, com a evocação da memória, criando pontes e fusões entre tradição e contemporaneidade. Esta é a ideia central da edição deste ano do Festival Internacional de Guitarra de Santo Tirso (FIGST), que já vai na 29.ª edição e terá os primeiros acordes a 14 de outubro, perdurando por cinco dias.
O concerto de abertura, agendado para as 21h30, estará a cargo do britânico Mela Guitar Quartet, um agrupamento de guitarra clássica que venceu em 2013 a International Ensemble Competition, da prestigiada Guitar Foundation of America (GFA). No dia seguinte (15) sobe ao palco o Al Jus Duo, formado por Davide Amaral e António Justiça, que corporiza o mote do Festival deste ano, uma vez que apresentam música contemporânea portuguesa, incluindo uma homenagem ao compositor Bernardo Sasseti.
Outro duo português é o protagonista da noite de 16 de outubro: o Duo Nura. Leonor Biu e Filipe Neves Curral trarão sons que cruzam a música popular, erudita e o folk de inspiração ibérica e sul-americana. Ainda no mesmo dia, da Escandinávia, chega Johannes Möller. O guitarrista e compositor sueco – que conquistou em 2009 o European Guitar Award e, em 2010, o prémio maior da
International Concert Artist Competition da Guitar Foundation of America – coloca grande virtuosismo técnico nas suas atuações, privilegiando a fusão de sons de destinos muito diferentes.
O dia 17 está reservado para a russa Vera Danilina, um dos maiores talentos emergentes da sua geração e vencedora do prestigiado Concurso Internacional de Guitarra Clássica Michele Pittaluga em 2022.
Encerra a edição de 2026, no dia 18 de outubro, um duo sul-americano, composto por intérpretes uruguaios e brasileiros. Falamos do Duo Siqueira-Lima, cujo repertório vagueia entre a música clássica barroca e a música popular da América Latina.
O presidente da Câmara Municipal de Santo Tirso, Alberto Costa, considera que “o Festival está hoje consolidado como uma referência incontornável no panorama nacional e internacional, mas queremos continuar a inovar e a criar novos motivos de interesse, reforçando, ao mesmo tempo, a sua ligação à comunidade”. “É particularmente importante envolver as escolas e os mais jovens, aproximando-os da música e da cultura e contribuindo, através destas experiências, para a sua formação enquanto cidadãos”, acrescenta.
«A Guitarra e suas Memórias», o novo mote do FIGST, assume uma dimensão de tributo a grandes nomes da guitarra, transportando para o presente todo o legado que deixaram e a forma como influenciaram os atuais protagonistas. Sob o lema da exploração da diversidade musical, o festival propõe um percurso entre tradições e contemporaneidade, entre repertórios consagrados e novas abordagens, valorizando o diálogo intercultural e a multiplicidade de vozes que enriquecem o panorama musical atual.
“O festival propõe um espaço de encontro onde elementos diversos dialogam em harmonia, dissolvendo fronteiras convencionais e permitindo que a música se reinvente através de novos caminhos”, sublinha Oscar Flecha, diretor artístico do FIGST. O conceito de interface entre legado, momento atual e futuro é motor de transformação criativa, de desenvolvimento de rigor técnico e musical, “assumindo um papel-chave na dinamização do instrumento guitarra, elevando-o a novos patamares de expressão artística”.
O espírito multidimensional da edição deste ano, como vem sendo hábito, estende-se para lá dos concertos previstos e dos palcos. O programa integra atividades educativas desenhadas especificamente para escolas e famílias, promovendo a escuta ativa, a criatividade e a inclusão social de forma participativa. Um caminho pelo qual o festival tem enveredado de há umas edições a esta parte e que tem aproximado a comunidade do Festival Internacional de Guitarra de Santo Tirso.
O diálogo intercultural ganha ainda dimensão com uma mostra de Media Arts, uma exposição de fotografia «Ressonância Magnética, o guitarrista de volta na sua pessoa», o filme «Estórias do Rio Ave», mesas-redondas, conferências e masterclasses.



