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Santa Maria da Feira recebe a oitava edição do Ciclo de Órgão de Tubos

Seis concertos e uma masterclasse dão forma à oitava edição do Ciclo de Órgão de Tubos de Santa Maria da Feira, que volta a levar a música a igrejas e capelas do concelho. A programação percorre diferentes épocas e linguagens, da música antiga às bandas sonoras, cruzando o repertório tradicional com propostas de improvisação e diálogo entre instrumentos. O grande destaque desta edição é o organista francês Baptiste-Florian Marle-Ouvrard, que orienta uma masterclasse de improvisação e apresenta um concerto a solo, colocando em evidência a criatividade e as possibilidades expressivas do órgão.

A programação arranca a 6 de novembro, às 21h00, na Igreja da Misericórdia, com Transcrições e Improvisações para Órgão e Percussão, um concerto que reúne Rui Soares, no órgão, e os percussionistas Marcelo Pinho e Rui Milheiro, explorando o diálogo entre a tradição organística e novas texturas rítmicas.

No dia 7 de novembro, a Igreja Matriz de Arrifana acolhe, às 10h00, uma masterclasse de improvisação orientada por Baptiste-Florian Marle-Ouvrard, considerado um dos melhores organistas do nosso tempo.

No dia seguinte, 8 de novembro, o músico francês regressa ao mesmo espaço para apresentar, a solo, o concerto Órgão, Literatura e Improvisação, que percorre obras de Sweelinck, Bach, Mozart, Mendelssohn e Jehan Alain, terminando com uma improvisação do próprio intérprete. Ainda a 7 de novembro, às 16h00, a Igreja Matriz de Paços de Brandão recebe Sérgio Silva, num programa dedicado ao stylus phantasticus no tempo do Advento.

A 15 de novembro, a Igreja Matriz de São Paio de Oleiros acolhe um concerto para órgão e flauta transversal, com Filipe Veríssimo, no órgão, e Luís Meireles e Leonor Paiva, nas flautas, num repertório centrado em Bach e nos seus contemporâneos.

No dia 22 de novembro, a Igreja Matriz de Gião recebe o ensemble espanhol Miscelánea XVIII-21, com Miscelânea XVIII – Corne Inglês e Órgão. Francisco Gil, no corne inglês, e Saskia Roures, no órgão, interpretam um repertório dos séculos XVIII e XIX.

O ciclo encerra a 29 de novembro, na Capela de São Miguel, em Lourosa, com Grandes Formas, Pequeno Formato, por Pedro Monteiro, no órgão positivo. O programa cruza música erudita, minimalismo e bandas sonoras, com obras de compositores como Bach, Mozart, Philip Glass, Ludovico Einaudi, Hans Zimmer e Joan Cabanilles.

O Ciclo de Órgão de Tubos promove a valorização dos órgãos históricos e do património musical de Santa Maria da Feira, aproximando estes instrumentos de novos públicos através de concertos a solo, música de câmara, improvisação e propostas de cruzamento entre diferentes linguagens musicais.

Como sublinha Rui Soares, diretor artístico do ciclo, «um órgão que não é tocado é um património silencioso». A iniciativa procura manter vivo este legado, dando a conhecer a riqueza dos instrumentos existentes no concelho e a sua capacidade de dialogar com diferentes épocas, linguagens e gerações.

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