Breves
1300 crianças dão as mãos à inclusão através de 350 pulseiras
Há pequenos gestos que ajudam a construir uma escola maior. Cerca de 1300 crianças da educação pré-escolar, de 54 estabelecimentos de ensino de Santa Maria da Feira, estão a criar 350 pulseiras que irão integrar o kit de boas-vindas das Jornadas da Educação, agendadas para os dias 13 e 14 de novembro, na Biblioteca Municipal. No final, as pulseiras serão reunidas e entregues aos participantes, levando consigo um significado especial: foram feitas por quem dá agora os primeiros passos no mundo da educação.
21 de outubro 2026

Esta iniciativa dá voz aos mais pequenos e coloca as crianças no centro de uma mensagem que atravessa todo o encontro: a construção de uma escola mais inclusiva começa desde os primeiros anos, através da participação, da cooperação e do reconhecimento de cada criança como parte essencial da comunidade educativa.
Sob o mote “Da escola que temos à escola que queremos”, as Jornadas da Educação vão reunir especialistas, investigadores e profissionais para refletir sobre os desafios atuais da educação, com destaque para a inclusão, a saúde mental em contexto escolar e o trabalho em rede. Dois dias de partilha de conhecimento e experiências para encontrar respostas educativas mais colaborativas, preventivas e ajustadas às necessidades de cada aluno.
O programa integra os painéis “Educar em Rede” e “Conversas de Rede”, a apresentação do projeto municipal “Educar para Transformar”, do Município de Vila Verde, e workshops práticos dedicados à prevenção em saúde mental escolar e à autorregulação emocional e comportamental. No segundo dia, o painel “Ninguém Educa Sozinho” reforça a importância da responsabilidade partilhada entre escolas, famílias e comunidade na construção de ambientes educativos mais inclusivos.
Das mãos de 1300 crianças para uma causa comum, as 350 pulseiras simbolizam o compromisso de uma comunidade que acredita numa educação construída por todos e para todos. Um gesto que nasce no pré-escolar e acompanha a reflexão de dois dias dedicados a pensar o futuro da escola, lembrando que a inclusão não se limita a um princípio: constrói-se diariamente, desde a infância, com a participação de toda a comunidade educativa.



