Destaque
Festival Meo Marés Vivas: uma Roda Gigante de artistas repetentes e de estreantes, com rappel e mais casas de banho
O Festival Meo Marés Vivas regressa amanhã ao Parque de Campismo da Madalena, em Vila Nova de Gaia, com artistas repetentes e algumas novidades, para permitir mais diversão, mais conforto e mais mobilidade: uma Roda Gigante com visão a 360 graus, que vai estar instalada no recinto, um espaço para rappel e mais casas de banho. Entre esta sexta-feira, dia 18 de julho, e domingo, dia 20, cinco palcos recebem mais de trinta artistas estrangeiros e nacionais, novas gerações e ritmos urbanos. Os alemães Scorpions e os norte-americanos Thirty Seconds to Mars são cabeças de cartaz.
17 de julho 2025

São três dias e noites de música naquele que é um dos maiores festivais do norte do país. O Meo Marés Vivas volta a impregnar-se de maresia para, num espaço de trinta hectares, situado junto à praia da Madalena, em Vila Nova de Gaia, encharcar-se de verão. Soltem-se os cabelos ao vento, os crop tops sensuais, o glitter até dizer basta e os troncos desnudados, que a festa vai começar!
Este ano, além dos cinco principais palcos do festival (Palco MEO, Moche Stage, Palco Coca-Cola, Palco Samba e SAPO Comédia), há algumas novidades: “uma Roda Gigante, instalada pela Meo, patrocinadora oficial do evento, com visão a 360 graus, um espaço para exercitar rappel e há mais casas de banho”, tendo sido criada “uma segunda zona grande de casas de banho, que ficará no outro ponto do festival”, enumera Jorge Lopes, diretor e promotor do Meo Marés Vivas à Agência de Informação Norte. Além disso, o recinto conta com as habituais zonas de restauração, áreas de lazer e de merchandising e uma Ohana Market Street, com tendas onde é possível comprar de tudo um pouco. Os visitantes vão também notar uma “restruturação de palcos, para facilitar a mobilidade entre diferentes zonas”, explica aquele responsável.
São atrações para entreter e proporcionar momentos inesquecíveis às mais de cem mil pessoas esperadas pela organização, ao longo dos três de festival, e são “medidas para melhorar a circulação no recinto e o bem estar dos participantes, proporcionando mais conforto ao público e mais mobilidade”. No fundo, são “medidas pensadas para melhorar e surpreender a experiência dos festivaleiros” e dos mais de trinta artistas nacionais e estrangeiros que o Meo Marés Vivas vai receber este ano, sintetiza Jorge Lopes. Este responsável acrescenta que “todos estes elementos visam tornar o festival mais dinâmico e mais acolhedor”, tendo, para o efeito, a montagem do festival começado há já dois meses.
Repetentes e estreantes num cartaz de ligação emocional
Se a edição deste ano tem vários nomes repetentes, também há espaço para algumas surpresas. Jorge Lopes sublinha que, “desde o início, o Marés Vivas propôs-se ser um festival muito democrático, com estilos musicais variados, que agrade a toda a gente, a um público alargado”. A ideia é que o cartaz proporcione uma “ligação emocional entre o público e o festival, independentemente dos artistas anunciados”, fazendo com que “as pessoas sintam o festival como delas”, porque “esse é o grande ADN deste festival e o verdadeiro motor do sucesso”, acrescenta o diretor do Marés Vivas.
Assim, na sexta-feira, 18 de julho, a noite é dos repetentes Scorpions, a banda de rock alemã, com maior sucesso em toda a Europa e com mais de cinco décadas de carreira, conhecida pelos êxitos “Still loving you”, “Wind of Change” e “Rock You Like a Hurricane”, que já tinha atuado no Marés Vivas em 2009 e em 2017.
Antes deles, os portugueses Xutos & Pontapés, que também já pisaram o palco do Marés Vivas em 2014 e que regressam, este ano, a Gaia com temas da digressão de 2025 a que chamaram “Salve-se quem puder”. A mais icónica banda rock portuguesa, com 40 anos de carreira, volta a trazer aos Marés Vivas guitarras no máximo e canções intemporais e intergeracionais, como “Contentores” e “Minha Casinha”.
Neste dia, oportunidade também para ouvir Marcus King, um dos nomes mais expressivos da nova geração do blues. O músico, cantor, compositor e guitarrista norte-americano, filho de um guitarrista de blues, começou a tocar guitarra aos 8 anos de idade, fundou a The Marcus King Band e, com a sua voz carismática, mistura blues, rock e soul. O seu disco de 2020, “El Dorado”, gravado em nome próprio, recebeu uma indicação de Melhor Álbum Americano nos Grammy Awards.
Destaque, ainda, a 18 de julho, para a atuação dos portugueses Hybrid Theory, uma banda de tributo à banda de rock norte-americana Linkin Park. O grupo natural de Lagos, no Algarve, já esgotou o Altice Arena em 2023 e é idolatrado na Índia. Este sexteto foi formado em 2017, o mesmo ano em que morreu o vocalista da formação americana. Os fãs dos Hybrid Theory garantem que eles são a melhor banda de tributo aos Linkin Park ou não ensaiassem estes jovens algarvios várias horas por dia e tivessem eles próprios algumas semelhanças vocais e físicas com os membros originais dos Linkin Park.
No dia 19 de julho, os headliners são os Thirty Seconds to Mars, que se estrearam no Marés Vivas em 2013. A banda americana de rock alternativo, formada pelos irmãos Jared Leto e Shannon Leto, lotou, nesse ano, o recinto, com 25 mil espetadores e o público mostrou estar em perfeita sintonia com o grupo e às repetidas juras de amor que o vocalista, Jared Leto, dirigiu aos fãs portugueses.
A edição deste ano do festival vai também reunir em palco, em simultâneo, Os Quatro e Meia e Miguel Araújo. O grupo de Coimbra e o cantor e compositor da Maia que, este ano, está a celebrar vinte anos de carreira, voltam a juntar os seus universos musicais, com tantas afinidades, e a química especial que os une, num concerto memorável para todas as idades. Ambos são também reincidentes no Meo Marés Vivas, uma vez Miguel Araújo atuou, a solo, neste evento em 2020 e 2022, enquanto a banda de Tiago Nogueira, Ricardo Liz Almeida, Pedro Figueiredo, João Cristóvão, Rui Marques e Mário Ferreira tocou no palco do Marés, também a solo, em 2019 e 2023.
As novas gerações de artistas estão igualmente presentes, neste dia, com o intérprete de cante alentejano Luís Trigacheiro, ao lado do cantor alentejano Buba Espinho. A música tradicional portuguesa será também representada pelo projeto “Dois Pares de Botas”, da dupla Nena e Joana Almeirante.
O dia 20 de julho, já esgotado, é dedicado aos ritmos quentes e urbanos. O cantor e compositor porto riquinho Ozuna vai pôr o público a dançar reggaeton.
O DJ, cantor e compositor brasileiro Pedro Sampaio vai mostrar por que é um fenómeno a misturar batidas funk com outros estilos musicais e por que é que já liderou, por duas vezes, os rankings do Spotify Brasil e Portugal, com mais de 3,8 biliões de streams de audio e vídeo, graças às músicas “Dançarina” e “Pocpoc”.
Por sua vez, os portugueses Calema prometem arrancar suspiros às fãs com as suas músicas que misturam sonoridades africanas com pop moderno. A dupla constituída pelos irmãos Fradique e António Mendes Ferreira tem raízes em São Tomé e Príncipe, mas está baseada em Portugal e já conquistou o público português e internacional com sucessos como “A Nossa Vez” e “Te Amo”.
Nenny vem apresentar-se ao público do Marés Vivas também no último dia do festival. Com apenas 22 anos, ela é um fenómeno da música portuguesa e lusófona, graças às visualizações que acumulou no Youtube e às rádios que começaram a passar a sua música. Nas suas composições, Nenny (nome artístico de Marlene Fernanda Cardoso Tavares) junta línguas, crioulo e expressões de calão próprias da sua geração, assim como as heranças musicais do funaná e da kizomba, com as quais cresceu, por influência dos pais cabo-verdianos, cruzadas com abordagens mais pop.
Apesar dos bilhetes para dois dias já estarem esgotados, ainda há alguns ingressos disponíveis para sábado, dia 17. Estão à venda nos locais habituais, a preços que vão dos 50 euros (diário) aos 100 euros (passe). O diretor do festival, Jorge Lopes, assume querer “o sucesso máximo para esta edição” e a expectativa de “esgotar também o dia que ainda não está esgotado”.
O recinto do MEO Marés Vivas está preparado para receber todos, num “compromisso assumido de diversidade musical e inclusão”, diz Jorge Lopes. O mapa identifica zonas de plataformas acessíveis, WCs adaptados, apoio à mobilidade condicionada, interpretação em Língua Gestual Portuguesa, espaços de pausa para pessoas neurodivergentes e posto médico. Há também Total Mobility, para facilitar a deslocação de quem precisa de apoio adicional.



