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Primavera Sound Porto: doçuras e travessuras, com uma Emmy Curl delico-doce a abrir o primeiro dia de música
Começou, esta tarde, a décima terceira edição do Festival Primavera Sound Porto. Além da música, os festivaleiros têm à disposição, no recinto, inúmeros pontos de venda que incluem gomas com nomes artísticos e pulseiras personalizadas.
11 de junho 2026
A tarde de calor tórrido que se sentiu no arranque do Festival Primavera Sound Porto convidou os festivaleiros a procurarem refúgio nas sombras dos próprios palcos, das árvores, das tendas e das barracas de vendas.
A tarde começou com a portuguesa Emmy Curl a estrear-se no Primavera Sound e a estrear o palco principal que, este ano, tem o nome palco Estrela Damm. A canta-autora apresentou-se em formato quinteto, não escondeu a “alegria por estar neste festival bonito” e fez uma atuação carregada de misticismo e de doçura. A voz terna e suave, com sotaque acentuado de transmontana, sobrepôs-se ao cenário. E o vestido azul com asas com que se apresentou transportou o público para o universo etéreo que caracterizam as suas músicas.
Misturando influências folk, celta e folclore transmontano, o concerto foi recheado de vídeos produzidos e realizados pela própria artista, que ora versavam sobre a tradição dos caretos de Podence, ora sobre as paisagens serranas, com rebanhos e fadas oníricas.
A produtora musical, que é também multi-instrumentista argumentista e compositora, arrancou muitos aplausos do público que fez questão de a ver ao vivo e de assistir à delicadeza com que transforma as raízes tradicionais portuguesas, resgatando melodias antigas para lhes dar expressividade e embalos flutuantes.
Antes da atuação de Catarina Miranda (nome próprio de Emmy Curl), vários festivaleiros percorriam o recinto do Primavera Sound à procura de sombras e de pretextos para se entreterem. Uma das tendas com procura era a “Lambarices”, um espaço de venda de todo o tipo de gomas, com múltiplos sabores, cores e formatos. Ursos de Açúcar, Pudim Flan, Pedras do Rio, Bolas de Golf, Anacondas XXL, Minhocas, Caveiras Super Ácidas, Polvos Ácidos, Pizza XXL e Ovos XXL são alguns dos nomes atribuídos a essas doçuras “mais procuradas pelos pais e pelas pessoas adultas do que pelas crianças”, garante Ana Gonçalves, proprietária deste negócio. Acrescenta a comerciante que “as crianças escolhem duas ou três e já ficam saciadas”, enquanto “os adultos são mais lambareiros”.

Ana Gonçalves está presente no Primavera Sound Porto todos os anos, desde 2012, e tem sempre a “expectativa de que o tempo ajude ao negócio”. Porque, “nos anos em que chove, vende-se menos”. Este ano, “como está calor, bom tempo e não há previsão de chuva, vai compensar”.
Estratégia de Marketing para atrair olhares curiosos e potenciar as vendas são os slogans, criados pela própria, escritos em tabuletas penduras no stand. Frases como “Eu tinha um lado doce, mas comi-o”, “Num mundo azedo, espalhe doçura por aí”, “Hoje não é dia de dieta” e “Amanhã, eu arrependo-me, mas hoje não”, ajudam à interação com a clientela e a pedidos de quem compra para tirar fotografias junto a essas tabuletas.
Com a mensagem personalizada que quiserem e com a imagem que pretenderem, os festivaleiros também têm disponível o serviço de pulseiras soldadas. São “soldadas no pulso ou no tornozelo e não dão para tirar”, a menos que sejam cortadas, explica Léo Ferreira, responsável por este negócio de joalharia.

Há três anos presente no recinto, o objetivo é “oferecer memórias, duma forma mais permanente, para as pessoas se lembrarem de um determinado momento”. Nesse sentido, quem compra pode “escolher algum símbolo, pendentes, o signo, as correntes” e, em cinco minutos, construir a pulseira que pretender, com valores que começam nos 20 Euros.
Léo Ferreira acrescenta que os pedidos mais comuns são os de “casais que fazem pulseiras que simbolizam a união”, de “mães e de filhas, que querem assinalar alguma coisa” e de “grupos de amigas”, por vezes com alguma “mensagem subliminar, em jeito de travessura”. Sublinha, ainda, serem também procurados por “grupos de Erasmus que querem levar a memória do Porto” e que “são sempre pessoas muito jovens, que acabam por levar o melhor semestre da vida deles no pulso”.
Foto: Hugo Lima
DR



