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Milhares passaram por Armamar e Tabuaço nas festas de São João que voltaram a mobilizar o Douro

Música, procissões, marchas populares e fogo de artifício marcaram mais uma edição das festas de São João em Armamar e Tabuaço. As celebrações, que terminaram ontem, voltaram a atrair milhares de visitantes às duas vilas durienses, onde a tradição religiosa continua a cruzar-se com a animação cultural e o convívio popular.

As romarias de verão mantêm-se entre os principais momentos do calendário festivo do Norte do país e, em Armamar e Tabuaço, o São João Batista voltou a reunir residentes, emigrantes e visitantes em vários dias de programação. Entre concertos, cerimónias religiosas, tasquinhas e iniciativas promovidas por associações locais, as festividades reforçaram também a atividade económica numa altura de maior movimento para o comércio, restauração e turismo.

Em Tabuaço, as festas prolongaram-se por nove dias. O programa reuniu concertos, marchas populares, animação de rua e celebrações religiosas, com atuações de Nuno Ribeiro, Némanus, David Antunes & Midnight Band, Shannon Booth e Tanya, entre outros artistas.

Um dos momentos de maior participação voltou a ser o desfile das marchas luminosas, realizado na noite de 23 de junho pelas ruas da vila. No dia seguinte, dedicado ao padroeiro, teve lugar a missa solene em honra de São João Batista, seguida da tradicional procissão com os andores das freguesias do concelho. O encerramento ficou assinalado por um espetáculo de fogo de artifício.

Ao longo da semana sucederam-se ainda atuações musicais e sessões de DJ, numa programação pensada para diferentes gerações e que transformou o centro da vila num dos principais pontos de encontro do concelho.

Na primeira fila por Fernando Daniel

 

Também em Armamar, o São João voltou a ocupar um lugar central na vida da comunidade. Durante vários dias, as ruas receberam concertos, iniciativas populares e cerimónias religiosas que atraíram milhares de pessoas à vila.
Chegaram a Armamar ainda durante a tarde de segunda-feira para garantir lugar na primeira fila. Vindas do Porto, Viseu e Lisboa, Erika Bastos, Mariana Andrade e Alexandra Ribeiro conheceram-se através dos concertos de Fernando Daniel e são hoje presença habitual junto ao palco nas atuações do cantor.
O espetáculo em Armamar era o quarto concerto consecutivo que assistiam. Percorrem centenas de quilómetros para acompanhar o artista, mas admitem que nem sempre conseguem justificar essa dedicação. “Além da voz e da sua presença, são as letras e as mensagens que acarretam”, explica Erika Bastos.
A fã reconhece que há uma componente difícil de racionalizar. “Não consigo explicar esta força”, diz. Ainda assim, sustenta que nenhum espetáculo é igual ao anterior. “São todos diferentes. O público é diferente, o próprio alinhamento”.

Mariana Andrade encontra parte da resposta na relação que Fernando Daniel mantém com quem o segue. Destaca “a simpatia e disponibilidade” do cantor e a forma como interage com os admiradores. “Fala com qualquer pessoa, abraça com vontade e valoriza este esforço que fazemos”, refere.
Essa proximidade tem deixado marcas para lá dos concertos. Algumas pessoas deste grupo decidiram tatuar versos de canções do artista, entre elas “Mágoa”, um dos temas mais apreciados pelas três amigas.
Enquanto aguardavam pela entrada de Fernando Daniel em palco, a expectativa crescia junto às grades. Para quem o acompanha de concerto em concerto, a promessa é sempre a mesma: voltar a encontrar algo novo numa atuação de um artista que já conhecem de cor.

Além dos concertos de Fernando Daniel e de Luís Trigacheiro, o programa integrou iniciativas ligadas às tradições populares e à gastronomia da região, sem deixar de lado a dimensão religiosa que continua a marcar estas festividades. Ao longo dos vários dias, associações, comerciantes e coletividades locais juntaram-se à população num ambiente de convívio que voltou a encher as ruas de Armamar.

Nas duas localidades, as festas de São João voltaram a afirmar-se como um dos acontecimentos mais relevantes do início do verão no Douro, preservando tradições centenárias e contribuindo para a dinamização económica da região.

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