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Porto reduziu emissões de gases com efeito de estufa em 18%
O Porto reduziu em cerca de 18% as emissões de gases com efeito de estufa entre 2019 e 2024. A cidade pretende acelerar a transição climática para atingir a neutralidade carbónica até 2030.
16 de setembro 2026

Segundo dados divulgados pelo Município do Porto, a cidade emitiu cerca de 771 mil toneladas de dióxido de carbono equivalente em 2024. O valor corresponde a 2,8 toneladas por habitante e representa o registo anual mais baixo desde 2019, ano de referência para a meta municipal.
A redução é associada à evolução do sistema elétrico nacional e às medidas de eficiência energética adotadas na cidade. O município propõe-se diminuir as emissões em 85% face aos níveis de 2019.
A meta definida no Pacto do Porto para o Clima antecipa em 20 anos o objetivo europeu de alcançar a neutralidade carbónica até 2050.
“Mais do que atingir objetivos e metas, estes resultados positivos têm tido consequências diretas na vida dos portuenses”, afirma a vice-presidente da Câmara do Porto, Catarina Araújo, citada em nota de imprensa.
A autarca destaca os transportes gratuitos, a redução dos custos da energia, o combate ao desperdício de água e a melhoria da recolha e separação de resíduos.
A mobilidade representa cerca de 46% das emissões do Porto. A energia consumida nos edifícios, equipamentos e atividades económicas corresponde a aproximadamente 45%.
Entre as medidas previstas estão a expansão das redes de metro e metrobus, a eletrificação das frotas de transporte público e o reforço das condições para as deslocações a pé e de bicicleta.
O plano inclui também a instalação de seis megawatts de energia solar em mais de 50 bairros de habitação municipal, abrangendo cerca de 30 mil residentes. O projeto já está em funcionamento no Bairro da Agra do Amial.
A melhoria do desempenho energético dos edifícios municipais, a substituição de mais de 26 mil luminárias por tecnologia LED, o alargamento da recolha de biorresíduos e a reutilização da água integram igualmente a estratégia.
O Plano de Investimento do Contrato Climático estima uma necessidade de cerca de 2,17 mil milhões de euros até 2030, a mobilizar através de investimento público e privado.
Pacto procura novos subscritores
O município pretende aumentar o número de subscritores do Pacto do Porto para o Clima e acelerar a aplicação das medidas previstas. Os serviços municipais representam 5% das emissões da cidade, o que leva a autarquia a defender o envolvimento de empresas, instituições e cidadãos.
“Quando se fala de ação climática, é como remar um barco: se cada pessoa remar para um lado diferente, o barco não avança. Precisamos que todos remem na mesma direção”, afirma Catarina Araújo, citada na mesma nota de imprensa.
O Pacto conta atualmente com cerca de 300 subscritores institucionais e mais de 2200 individuais. A adesão é gratuita, voluntária e não vinculativa.



