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Câmara da Feira reúne com sindicato da ECCO para procurar soluções para os trabalhadores
A autarquia vai avançar, na próxima semana, com um levantamento da situação dos trabalhadores da ECCO, na sequência do anunciado encerramento da unidade industrial. O objetivo é identificar alternativas de emprego e necessidades de apoio social.
7 de novembro 2026

O presidente da Câmara Municipal de Santa Maria da Feira, Amadeu Albergaria, reuniu, esta sexta-feira, 6 de novembro, com representantes do Sindicato do Calçado de São João da Madeira, para analisar as consequências do anunciado encerramento da ECCO e as preocupações quanto ao futuro dos trabalhadores.
Durante o encontro, os representantes sindicais solicitaram a colaboração da autarquia na identificação de empresas interessadas em contratar trabalhadores ou dar continuidade à atividade industrial. Procuraram ainda conhecer os apoios que estão a ser preparados pelo município e pediram o acompanhamento da Câmara numa reunião já solicitada ao ministro da Economia e da Coesão Territorial, Manuel Castro Almeida.
“A nossa primeira preocupação são, sem dúvida, os trabalhadores e as suas famílias. Queremos perceber a situação de cada um e contribuir para identificar respostas, quer ao nível do emprego, quer do apoio social. É esse o trabalho que estamos a desenvolver, em articulação com a empresa, os representantes dos trabalhadores e o Governo”, afirmou Amadeu Albergaria, citado em nota de imprensa. O presidente da Câmara deu ainda conta dos contatos estabelecidos com a empresa e com o Governo, nomeadamente nas áreas da Economia e do Trabalho, e da mobilização dos serviços municipais.
Na próxima semana, está previsto o início de um levantamento individual dos trabalhadores, através da ALPE – Agência Local em Prol do Emprego e dos serviços municipais de Ação Social, em articulação com a empresa e os representantes sindicais. O trabalho permitirá identificar as qualificações, a experiência e os objetivos profissionais de cada trabalhador, procurando encontrar oportunidades de emprego nas empresas do concelho, em articulação com a Unidade de Desenvolvimento Económico da Câmara.
Os serviços de Ação Social estarão também disponíveis para acompanhar situações de maior vulnerabilidade, incluindo a disponibilização de apoio psicológico, sempre que necessário. Segundo a autarquia, Amadeu Albergaria sublinhou ainda que a diversificação do tecido empresarial e a captação de novos investimentos poderão contribuir para identificar novas oportunidades profissionais para os trabalhadores afetados pelo encerramento da ECCO.
Foto: DR



