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Uma queda num treino deixou Salvador tetraplégico. Precisa de 120 mil euros para recuperar
Tinha 16 anos, integrava a Seleção Nacional de Ginástica Artística Masculina e preparava-se para os Campeonatos da Europa. Uma queda durante um treino mudou-lhe a vida. Salvador Ferreira, de Oliveira do Bairro, ficou tetraplégico e precisa agora de 120 mil euros para financiar a recuperação.
5 de novembro 2026

Era 13 de junho de 2026. Salvador Ferreira, natural da Mamarrosa, no concelho de Oliveira do Bairro, treinava um salto na mesa de saltos quando perdeu o controlo e caiu de cabeça. O impacto provocou uma lesão medular e, em segundos, deixou de conseguir mexer os braços e as pernas. O jovem ginasta, então com 16 anos, ficou tetraplégico.
Atleta do Sport Club do Porto, Salvador integrava a Seleção Nacional de Ginástica Artística Masculina desde 2024, ano em que se sagrou vice-campeão nacional de juvenis. Repetiu o resultado em 2025 e preparava-se para participar nos Campeonatos da Europa quando sofreu o acidente.
Foi assistido no Hospital de São João, no Porto, onde foi submetido a duas cirurgias. Após a estabilização clínica, iniciou a reabilitação no Centro de Reabilitação do Norte Dr. Ferreira Alves, em Valadares, Vila Nova de Gaia, onde permanece a receber acompanhamento especializado.
O processo de recuperação exige fisioterapia intensiva, tratamentos especializados e equipamentos de apoio adaptados às suas necessidades. Segundo o pai, Carlos Ferreira, o jovem está a receber esses cuidados na unidade de reabilitação, mas poderá ter de continuar os tratamentos numa clínica privada. “Para já, está a ter no CRN do Norte, mas que, futuramente, o mais provável será uma clínica privada a assegurar”.
Para ajudar a suportar os custos, está a decorrer uma campanha de angariação de fundos que pretende reunir 120 mil euros. A iniciativa, denominada “Recuperar Salvador”, procura assegurar a continuidade dos tratamentos e o acesso aos meios necessários para melhorar a mobilidade e a autonomia do atleta.
Salvador continua em reabilitação. O regresso à ginástica permanece incerto, mas a vontade de recuperar movimentos mantém-se. “Talvez não volte aos aparelhos de ginástica, mas quer voltar a dar um passo com as próprias pernas”, pode ler-se na página da campanha.
Os contributos podem ser efetuados através da plataforma GoFundMe. Mais informações estão disponíveis aqui.
Foto: DR



