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Operação “Mochila Mágica” desmantela rede criminosa de furtos em grandes superfícies com oito detidos
Durante 13 meses de investigação, a GNR identificou e desmantelou uma rede criminosa dedicada ao furto reiterado em grandes superfícies, detendo oito suspeitos nos concelhos de Lisboa e Sintra em coordenação com o DIAP de Lisboa.
21 de novembro 2025

A desarticulação de um grupo dedicado ao furto sistemático em estabelecimentos comerciais resultou na detenção de oito pessoas em Lisboa e Sintra. A operação, conduzida pela Guarda Nacional Republicana através do Grupo de Intervenção de Operações Especiais da Unidade de Intervenção, decorreu em coordenação com a 11.ª Secção do Departamento de Investigação e Ação Penal de Lisboa.
A investigação prolongou-se por cerca de 13 meses e permitiu confirmar a atuação de uma estrutura organizada que operava de norte a sul do país. O grupo incluía elementos responsáveis pela subtração reiterada de artigos em grandes superfícies e outros encarregados do transporte, armazenamento e escoamento dos produtos. Os bens furtados eram posteriormente revendidos em lojas e mercados de rua, gerando lucros elevados e funcionando como principal fonte de rendimento dos suspeitos, sem qualquer enquadramento legal ou fiscal.
Segundo a informação divulgada, o processo arrancou com a monitorização de um primeiro núcleo já referenciado pela prática de múltiplos furtos em supermercados. A centralização da investigação permitiu identificar o circuito de revenda e os recetadores envolvidos, abrindo caminho ao desmantelamento da rede.
Até ao momento, o valor global dos furtos ultrapassa os 100 mil euros. No decurso da operação foram apreendidos mais de 70 mil euros em numerário e penhoradas contas bancárias de vários suspeitos, com montantes que chegam a centenas de milhares de euros. As autoridades recuperaram ainda mais de dois quilogramas de ouro e milhares de artigos de higiene pessoal, bebidas alcoólicas e bens alimentares, avaliados em cerca de 90 mil euros.
A GNR realça que a investigação prossegue, visando a completa neutralização do grupo, a recuperação de património e a responsabilização judicial de todos os intervenientes. A operação contou também com o apoio dos Núcleos de Investigação Criminal dos comandos de Lisboa e Setúbal e do Grupo de Intervenção de Ordem Pública da Unidade de Intervenção.
Foto: DR



