Destaque

Porto: “Revelação” despede-se com programação especial

Visitas, oficinas, conversas e música marcam os últimos dias da exposição "Revelação – Manuscritos Sagrados de Santa Cruz de Coimbra", patente no núcleo do Museu do Porto, no edifício da Alfândega. A exposição fica patente até 25 de abril, último dia para conhecer um dos mais extraordinários acervos patrimoniais à guarda da Biblioteca Pública Municipal do Porto.

Com curadoria de Rita Roque e Jorge Sobrado e consultoria científica de José Meirinhos, a exposição sublinha a importância da palavra escrita ao longo dos séculos, a que se junta a força sedutora de iluminuras, que inspiram a receção das narrativas sagradas e que povoam os códices bíblicos de Santa Cruz.

Na véspera do encerramento ao público, às 17h, Maria de Lurdes Correia e José Meirinhos falam sobre a Bíblia enquanto sacra página, numa conversa que antecede um concerto agendado para as 18 horas, pelo Bando de Surunyo, que apresenta uma mostra representativa da diversidade de conteúdos musicais, composta e copiada pelos cónegos regrantes músicos de Santa Cruz. Já nos dias 22 e 23 de abril há visitas guiadas à exposição.

Uma oficina participativa e imersiva, partindo do texto do Apocalipse de João de Patmos, neste que é um scriptorium contemporâneo com técnicas medievais, é a proposta de Tiago Rodrigues, que, no dia 22 de abril, entre as 14 e as 18 horas, convida a explorar técnicas de escrita medieval e desenho de iluminuras.

Uma abordagem aos Manuscritos Sagrados de Santa Cruz de Coimbra pela voz de André Antunes, investigador em línguas clássicas, que pretende colocar em evidência o valor literário e histórico destas peças, a qualidade da escrita e a forma como esta se relaciona com as imagens e representações, nos dias 22 e 23 de abril, às 15h. Também no dia 22, às 10h, Joana Matos Gomes, doutorada em Estudos Literários, Culturais e Interartísticos pela Faculdade de Letras da Universidade do Porto, vai conduzir os participantes pelo poder na literatura medieval.

Enquanto Texto Sagrado e Texto dos Textos, a Bíblia impôs-se na Idade Média europeia como livro de referência – como sacra página ou lectio divina – para tudo: para a compreensão do mundo, da natureza humana, da história dos povos, da divindade e da salvação. A sacralidade deste texto não implicou sempre, nem de modo igual, a totalidade dos seus livros, porque os seus usos foram quase sempre parcelares e com finalidades diversas. Uma conversa com Maria de Lurdes Correia e José Meirinhos, no dia 24 de abril, às 17 horas.

Neste concerto, às 18 horas do dia 24 de abril, apresentamos uma mostra representativa da rica diversidade de conteúdos musicais composta e copiada pelos cónegos regrantes músicos de Santa Cruz, desde obras litúrgicas em latim à lírica musical secular seiscentista, passando pela música para o teatro devocional do alvor da modernidade peninsular.

Tags
Show More

Related Articles

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Close