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Museu das Convergências reforça programação paralela à exposição “Fluxo” na Alfândega do Porto
Conferências, oficinas e conversas integram o conjunto de iniciativas que o Museu das Convergências vai dinamizar durante o mês de março, na Alfândega do Porto, no âmbito da exposição “Fluxo. Objetos, Pessoas e Lugares”.
25 de fevereiro 2026

A nova programação arranca no dia 6 de março, pelas 18 horas, com a terceira sessão do ciclo de conferências “Da Arte e da Poética dos Objetos”. Intitulada “Objetos mortos e o ‘instante’ poético: do quotidiano à revelação”, tem como orador e autor o especialista em Filosofia Antiga António de Castro Caeiro, que irá explorar a natureza dupla dos objetos como corpos físicos, mas igualmente como processos que se desdobram no seu significado ao longo do tempo.
Continua também a parceria com o Clube de Desenho e mais duas sessões do ciclo de oficinas de desenho de observação e memória para famílias. Iniciando-se com uma visita à exposição, estas oficinas propõem o desenho como intermediário entre o visível e o imaginário. As sessões de março acontecem no dia 7, às 10h30, e no dia 28 às 15 horas.
Será ainda possível participar numa oficina dedicada à cultura do chá na China. No dia 14 de março, a mediadora cultural Cristina Regadas estabelece uma linha do tempo desde o primeiro texto sobre o chá (do mestre Lù Yǔ, escrito durante a Dinastia Tang) até aos dias de hoje.
Os mais novos poderão participar na oficina “Serei eu um objeto imaginário?”, que acontece a 28 de março, às 10h30. Trata-se de uma oficina de expressão criativa para crianças a partir dos seis anos de idade, orientada por Virgínia Mota.
Além destas atividades, serão promovidas visitas orientadas à exposição, conduzidas por Joana Nascimento e Sofia Santos, nos dias 14 e 25 de março. A académica e investigadora Ana Cristina Sousa conduzirá uma visita temática sob o mote “O sentir e o sentido dos objetos”.
Os interessados enviar correio eletrónico para aqui.Será também possível fazer visitas por marcação prévia, no mesmo canal.
A primeira exposição do Museu das Convergências propõe uma reflexão sobre a relação entre objetos, pessoas e lugares, entendendo o fluxo como movimento contínuo que atravessa tempos e geografias distintos. A mostra reúne mais de 120 objetos provenientes do acervo do município, de empréstimos de várias instituições e artistas, e da Coleção Távora Sequeira Pinto, em depósito no Museu das Convergências.
Recorde-se que o Museu das Convergências é um museu de arte dedicado ao estudo e exposição de bens culturais relacionados com processos de transculturalidade, mobilidade humana e circulação de conhecimento entre culturas. Este novo equipamento cultural do Município terá morada futura no Matadouro – Centro Cultural do Porto, atualmente em reabilitação.
Foto: Renato-Cruz-Santos



