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Rui Unas assume sentir algum desconforto quanto está a ser entrevistado

Não tem nada de “ganda maluco” e até assume ter algum desconforto quanto está a ser entrevistado. “Sou uma pessoa tímida, ao contrário do que grande parte das pessoas possam pensar. Não sou envergonhado, mas nunca gostei muito de me revelar”. Aos 39 anos confessa: “Não tenho vergonha em fazer determinadas figuras na televisão, pois um artista não pode ter vergonha”.
Os primeiros minutos da entrevista foram marcados por alguma reserva. Mas, a determinada altura, Rui Unas entendeu que até fazia sentido relembrar que já deixou algumas marcas desde que entrou para a televisão há cerca de 17 anos.
Sente-se um verdadeiro “artista de variedades, pois tento ser versátil nas minhas prestações artísticas”. Descreve-se como “comunicador, apresentador”, mas, entende que qualquer apresentador não deixa de ser actor”. E, foi aquilo que aconteceu com o programa «Cabaret da Coxa», na Sic Radical. “As pessoas viam-me ali com mulheres, praticamente nuas, no cenário, um papagaio que dizia palavrões e pensavam: Este tipo é completamente passado”. Uma imagem que durante algum tempo incomodou o apresentador, “porque, de alguma forma, as pessoas pensavam que eu era aquilo e não se tratava de uma personagem”.
Numa conversa, sem pressas nem reservas, revela que nunca foi um bom aluno. “Estava na área da saúde e pensava ser ou enfermeiro ou fisioterapeuta”, mas o gosto pela comunicação surge quando começa a fazer rádio na escola. Mais tarde, e por brincadeira, faz testes na Antena 1 e, passado muito pouco tempo, “estava lá a estagiar”. Fez um curso de locução e apresentação na ETIC. Nessa altura é convidado por Carlos Pinto Coelho, que foi seu professor, e fez estágio no «Acontece». “Foi muito bom, aprendi muito e fiz várias reportagens culturais, cobria eventos sempre com a orientação do mestre Carlos Pinto Coelho, que era muito exigente, e as peças não eram para ontem. Eram preparadas ao mais alto nível”.

Mais tarde passa para a Rádio Seixal. “Ali fiz de tudo. Li noticias que eram copiadas pelas da Antena 1 (risos), fiz madrugadas e até discos pedidos”. Rui Unas ao fim destes anos ainda se recorda da sua primeira entrevista: “Aos Broa de Mel que devem ter ficado com uma péssima imagem a meu respeito”, pois “aquilo não correu lá muito bem” (risos).
Unas diz ter o maior respeito pelas rádios locais, mas lamenta que as mesmas não tenham evoluído. “Se reparar, criaram-se vícios e os locutores, na sua maioria falam todos da mesma maneira e tentam copiar sempre o que é feito nas rádios nacionais, o que é errado”. Na sua opinião, toda a imprensa local é importantíssima, pois “chega onde a nacional não vai”.

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