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“O meu amor pela música continua a ser intemporal”

O nome de José Alberto Reis há muito que é considerado um dos artistas mais românticos de sempre da história da música ligeira portuguesa. O seu vasto repertório e as suas arrebatadoras interpretações fizeram dos seus discos enormes sucessos comerciais, com canções que marcaram a música nacional das últimas décadas.

O seu amor pela música continua a ser intemporal. Aos 51 anos de idade, diz ter a sensação de que a vida é sempre um recomeço e, por vezes, fica com a sensação de que “o tempo não existe e que é uma pura ilusão, principalmente quando fazemos as coisas por amor”.
Nasceu em Guimarães em 1961 e desde miúdo que tinha o sonho de ser médico. Era essa a sua grande ambição. Mais tarde, veio a Engenharia Mecânica, que ficou por um fio, mas, como as coisas mudaram, depois “veio a vontade forte de ser cantor”.
A sua voz encanta Portugal há mais de 26 anos. “Ganhei muita felicidade com a música e um grande prazer de viver, já para não falar no Portugal que eu desconhecia”.
Ao longo de todos estes anos, tem percorrido caminhos de criação, pois é o autor de várias músicas, que as interpreta. “Neste meu recente disco «Destino», as canções são praticamente todas feitas por mim e tentei ser eu próprio e mostrar aquilo que eu sou na verdade”. Por isso, defende que só assim um artista se pode tornar mais “pleno quando canta e escreve e toca algum instrumento”, como é o seu caso.
Numa conversa, sem pressas nem reservas, revela que se sente um homem mimado. “Acho que todos somos mimados de uma maneira ou de outra. Seja pela família, seja pelos aplausos do público ou numa simples palavra de alguém que diz que gosta de me ouvir cantar”.

“ O amor é a maior energia do universo”

O certo é que, e ao fim de todos estes anos de autor, compositor e intérprete, a palavra «amor» continua a ser obrigatória nas suas músicas. “É intrínseco para a minha essência e o amor é a maior energia do universo”.
Os temas «Amo-te» e «Setembro» surgiram em 1987 e ainda hoje são os meus grandes cartões de visita. “Ainda hoje são canções intemporais” e foram, sem dúvida, “os meus primeiros degraus da minha carreira”. E explica: “grande parte do sucesso devo-o ao apoio das rádios locais, que ainda hoje passam esses temas”.
Dos anos de profissão, destaca nesta entrevista êxitos como «Sonhando, Eterna Melodia, Abraça-me Assim, Sol Maior, Encanto, Alma Rebelde, De Alma e Coração, Confia em Mim, Mágoa…».
A juntar a tudo isto, José Alberto Reis tem uma enorme paixão pela pintura. “Surgiu de uma forma espontânea. Nunca estudei pintura e isso saiu-me de uma forma muito natural. Tenho alguns quadros pintados, tenho paixão por paisagens e considero que a pintura é uma forma muito saudável de preencher o tempo livre”. Apaixonado pelo poeta Fernando Pessoa, desde sempre José Alberto Reis diz ter dificuldade em explicar de onde vem a sua paixão. “Eu comecei por cantar Fernando Pessoa e acho que o mesmo se deve essencialmente à minha essência na altura, pois então eu era muito melancólico”. Sentiu necessidade de deixar nostalgia, pois sentiu que o fazia sofrer. “Tento ser uma pessoa feliz, quero estar sempre alegre e tento ver as coisas pelo lado positivo”. Uma das soluções, explica, “passou por desligar a televisão na hora dos telejornais, não ler muitos jornais e ver mais canais culturais”, sem com isto “me desligar do mundo”.

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