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Festival de Vilar de Mouros: Triggerfinger confirmados para edição de 2026, de 19 a 22 de agosto

Na edição em que o decano dos festivais portugueses assinalou 60 anos de vida, a organização fez um balanço positivo, com mais público, e anunciou os Tringgerfinger como primeira confirmação da próxima edição, que será de 19 a 22 de agosto de 2026.

Uma “edição feliz” e que cumpriu o objetivo de assinalar os 60 anos de história do mais antigo festival de música da Península Ibérica. Paulo Ventura, responsável da Surprise Expectations, a entidade promotora do Festival CA Vilar de Mouros, disse, na conferência de imprensa da edição deste ano, que “esta edição foi muito especial”, porque “não houve desistências no cartaz, tivemos grandes concertos e tivemos muito mais público” que “aumentou em relação ao ano passado”.

Sem quantificar o número de pessoas que constituiu a assistência deste ano, aquele responsável preferiu anunciar que “a primeira banda confirmada no ano que vem são os Triggerfinger”. A banda rock belga, com inglfluências de blues, formada em 1998, atuou na terceira noite da edição deste ano e convenceu o promotor a fechar negociação para o próximo ano. Paulo Ventura referiu-se aos Triggerfinger como “o artista fetiche”, admitindo que “gostava que tocasse em Vilar de Mouros todos os anos”. Revelou, também, que em setembro, já deverão ser anunciados mais nomes para a próxima edição, que decorrerá no coração verde do alto Minho, junto ao rio Coura, de19 a 22 de agosto de 2026.

O promotor garantiu, ainda, que não está no horizonte mais concertos com entrada livre, como aconteceu no ano passado, porque “os espetáculos gratuitos fazem com que as pessoas não valorizem o festival”.

Joaquim Soares, da Caixa Agrícola, principal patrocinador financeiro do festival de Vilar de Mouros, garantiu que a parceria é para manter, porque “isto é um compromisso com a valorização do património, com a economia local, com a cultura, com a música”, praticando “uma
banca de proximidade, com sustentabilidade e propósito”, até porque Vilar de Mouros “é o decano dos
festivais”.

Joaquim Soares recordou a edição de 1968, em que, em Vilar de Mouros, “conviveu o regime com a oposição”, já que, nesse ano, atuaram “a banda da Guarda Nacional Republicana com cantores de intervenção, nomeadamente o Zeca Afonso”, o que reflete o “princípio da liberdade presente neste festival”.

Rui Lages, o Presidente da Câmara de Caminha, parceira do festival, assinalou que, para recuperar todas essas memórias do mítico festival e fazer com que o evento não se esgote nos quatro dias de agosto, “no próximo ano, será concretizado o objetivo” de abrir portas ao público “o museu do Festival de Vilar de Mouros”. Materializando “um sonho antigo”, o espaço terá curadoria de Fernando Zenith e reunirá espólio diverso recolhido ao longo de 60 anos de festival.

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