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Festival Meo Marés Vivas: noite épica em que o palco dos 30 Seconds to Mars também foi do público

Doze anos depois, os 30 Second to Mars regressaram ao Festival Meo Marés Vivas para mais uma noite com lotação esgotada e para mais um concerto de catarse e de memória coletiva. Assumidamente apaixonado por Portugal, o vocalista Jared Leto deixou que o público subisse ao palco, disse que este concerto em Vila Nova de Gaia foi o melhor da digressão europeia e prometeu regressar ao nosso país.

O concerto dos 30 Seconds to Mars na segunda noite do festival Meo Marés Vivas foi o melhor da digressão “Seasons Tour”, de 2025. A afirmação foi feita pelo vocalista da banda e repetida duas vezes. Ao introduzir a canção “Stuck”, antepenúltima do alinhamento, Jared Leto disse “este verão na Europa foi incrível, mas eu sabia que o Porto seria o melhor show”. Repetiu a afirmação antes do último tema do espetáculo, “Closer to the Edge”, ao enfatizar “tenho de vos dizer que este foi o melhor show de toda a porra da digressão”.

Para agradecer o apoio e o entusiasmo que o público manifesta por esta banda americana de rock alternativo e para proporcionar uma experiência de partilha, o cantor (que é também ator) cedeu o palco principal do Marés Vivas a alguns presentes, também por duas vezes. Antes de cantar “Rescue Me”, Jared Leto convidou seis fãs da primeira fila a subirem ao palco. Permitiu, de novo, que muitos mais admiradores se juntassem a ele no fim do espetáculo, para cantarem “Closer to the Edge” em cima do palco e em conjunto. Às milhares de pessoas que, no relvado, voltaram a lotar o recinto do Marés Vivas, Jared Leto desafiou-as a encavalitarem-se nos ombros umas das outras e a fazerem barulho, para essa música final.

A expressão “make some noise” foi, aliás, imensas vezes repetida pelo cantor, durante todo o espetáculo. E, cada vez que o desafio era lançado, o público reagia com alegria, entusiasmo, rugidos estridentes e muitas palmas, indiferente à chuva que começou a cair pouco depois do concerto ter começado.

Repetentes no Meo Marés Vivas, onde atuaram em 2013, tendo nesse ano também lotado o recinto com mais de vinte mil espetadores, os 30 Seconds to Mars estrearam-se em Portugal em 2008, com um concerto em Lisboa igualmente esgotado. Jared Leto recordou, esta noite, essas primeiras passagens pelo nosso país dizendo: “Portugal é um sítio muito especial para nós. Nunca na vida pensamos vender vinte mil bilhetes em Portugal. O nosso agente disse que o concerto estava lotado e nós perguntámos que raio se passa em Portugal? Desde essa altura, regressamos a este este país maravilhoso. A primeira vez que viemos cá, as pessoas pelo mundo fora não falavam de Portugal, mas agora falam, adoram este país, todos querem vir a Portugal, é um sítio bonito. Eu gosto da praia, das pessoas, da comida e amo a energia que vocês dão aos concertos”. Feito este elogio, o vocalista anunciou a canção “Do or Die”.

Um verdadeiro hino à vida e um exercício de catarse coletiva para memória futura, a cantar, a gritar, a pular e a dançar, foi o que o grupo dos irmãos Leto partilhou nesta noite épica. Jared Leto foi a energia em pessoa. Desceu do palco para junto do público para cantar “The Kill (Bury Me)”. Convidou os fãs a cerrar os punhos e a gritar “This is War”. Pediu ao staff técnico para aumentar a intensidade da luz para ele “poder ver esta gente bonita”, enquanto cantava “Walk on Water”. Sugeriu, várias vezes, à plateia que ligasse as lanternas dos telemóveis para acompanharem algumas canções. Deu magia aos confetes, balões, fogo de artifício e efeitos visuais que adornaram o espetáculo. E prometeu regressar a Portugal, “quem sabe, para o ano”, como o próprio deixou em aberto.

Os 30 Seconds to Mars não permitiram a captação de imagens e de fotografias pela comunicação social. Restam para a posteridade as milhares de fotografias e vídeos captados pelos fãs com os telemóveis.

 

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