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Primavera Sound leva concertos gratuitos aos Jardins do Palácio de Cristal antes de edição recorde
O Primavera Sound Porto antecipa a edição de 2026 com três concertos gratuitos nos Jardins do Palácio de Cristal. A poucos dias da abertura do festival, a organização prevê receber 120 mil pessoas no Parque da Cidade e atingir o maior número de passes gerais vendidos desde a estreia no Porto.
4 de junho 2026

O Primavera na Galeria regressa a 10 de junho à Concha Acústica dos Jardins do Palácio de Cristal, onde atuarão Ela Minus, Marquise e Giovani Cidreira. A iniciativa, organizada em parceria com a Câmara Municipal do Porto, antecede o arranque de mais uma edição do Primavera Sound Porto.
A poucos dias da abertura de portas, a organização aponta para aquela que deverá ser a maior edição de sempre do festival. Ao longo dos três dias são esperados cerca de 120 mil espectadores, numa média de 40 mil por dia.
Segundo José Barreiro, diretor do Primavera Sound Porto, a procura pelos passes gerais obrigou ao aumento da oferta disponível. “Tivemos de aumentar o número de passes gerais disponíveis, porque a procura era superior à dos bilhetes diários. Esta será a edição com o maior número de passes gerais vendidos desde sempre”, afirmou, citado em nota de imprensa.
O público internacional continua a representar uma parte significativa da assistência. Cerca de 40% dos espectadores deverão chegar do estrangeiro, sobretudo de Inglaterra, Espanha, Itália, Alemanha, Irlanda, França, Estados Unidos e Holanda. Os restantes 60% correspondem ao mercado nacional, com destaque para o Porto e Lisboa.
“Está garantida a presença de 12 a 13 mil estrangeiros no festival. É um público fiel, que se tem mantido ao longo das últimas edições. Onde continuamos a crescer é sobretudo na captação de público nacional”, sustentou José Barreiro.
O responsável destacou ainda o impacto económico e cultural do evento na cidade, defendendo que muitos visitantes regressam posteriormente ao Porto para estadias mais prolongadas.
Também o presidente da Câmara Municipal do Porto, Pedro Duarte, associou o festival à projeção internacional da cidade. “Este festival tem um contexto de diferenciação enorme, para não dizer único no mundo. Contribui para a projeção da cidade, para o seu cosmopolitismo e para a sua afirmação económica e cultural, em Portugal e no estrangeiro”, afirmou.
Para o autarca, a atratividade turística do Porto depende cada vez mais da qualidade das experiências oferecidas aos visitantes. “Depois do grande boom do turismo, que ajudou muito a cidade, estamos no momento de encararmos a atratividade do Porto pela qualidade das experiências que oferece a quem nos visita. Este festival, pela satisfação que gera, faz com que as pessoas regressem noutras ocasiões, e esse é um retorno que não é quantificável”.
O programa do Primavera na Galeria reúne três propostas de diferentes geografias e linguagens musicais. A colombiana Ela Minus apresenta um espetáculo assente em sintetizadores e eletrónica ao vivo. Os portuenses Marquise levam à Concha Acústica a sua abordagem ao rock alternativo. Já o brasileiro Giovani Cidreira apresenta os trabalhos mais recentes, “Coração Disparado I” e “Coração Disparado II”.
Foto: Hugo Lima



