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Meo Marés: cerca de cem mil pessoas em três dias de festival. No próximo ano, haverá um dia dedicado ao rock

A organização do Meo Marés Vivas está satisfeita com o sucesso da edição deste ano e com a recetividade positiva do público ao novo espaço, a Praia do Aterro, em Matosinhos. O objetivo é ajustar e redimensionar o local, permitindo que cresça já no próximo ano. A próxima edição será a 16, 17 e 18 de julho de 2027 e terá um dia com sonoridades mais rock.

A começar a terceira noite de Meo Marés, a organização já fez contas. Em três dias de festival, terão estado na praia do Aterro, em Matosinhos, “muito próximo das cem mil pessoas”, disse Jorge Lopes, CEO da PEV Entertainment, promotora do festival, à Agência de Informação Norte.

Aquele responsável faz um balanço “muito positivo” da edição deste ano e admite: “estamos realmente surpreendidos, quer por todo o cenário que conseguimos montar, por os grandes momentos musicais, mas sobretudo pela adesão do público e pela confiança que o público deu ao Meo Marés”. Depois das dificuldades decorrentes da mudança de local do evento, da programação e da preparação do novo espaço, num curto espaço de tempo, Jorge Lopes reconhece que a apreensão deu lugar à satisfação porque “a resposta das pessoas foi ótima, foi incrível, foi presença, com dois dias praticamente esgotados e o outro muito bem preenchido”, pelo que “o balanço é extremamente positivo”. O promotor lê nestes sinais a indicação de que “as pessoas confiam nesta marca” e essa confiança acentua a responsabilidade para “sermos melhores todos os anos”.

Certo é, por isso, que, em 2027, o Meo Marés vai voltar a realizar-se na Praia do Aterro, em Matosinhos. “Estamos entusiasmados com este local, é para continuar, é para durar, nós adoramos este local, a relação com o município tem sido ótima, as pessoas aderiram de uma forma incrível, portanto temos tudo para que dê certo”, afirma Jorge Lopes. Acrescenta o promotor que tem ideias para “fazer isto crescer de uma forma diferente” e que o objetivo  será “crescer em termos de espaço, de estrutura e em termos de lotação”. Garante o CEO da PEV que “há margem para crescer e vamos fazê-lo no próximo ano”.

A próxima edição do Meo Marés está marcada para 16, 17 e 18 de julho de 2027 e a organização antecipa que “em breve, vamos ter grandes novidades”. Entre elas, “um dia mais rock, puxar um mais um bocadinho ao rock, ao alternativo”, que “pode ser português ou pode ser internacional”. Haverá, ainda, “um dia latino, que isso também faz parte da nossa linha programática”.

A organização já tem nomes fechados, “todos internacionais” e vai acrescentar, entretanto, nomes nacionais ao cartaz da próxima edição, já que “isso é a nossa essência, é o nossa ADN, ter grandes artistas nacionais com internacionais”.

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5 Comments

  1. Fiquei surpreendida quando li as notícias sobre o festival. Parecia que tinha estado num evento diferente, porque praticamente só destacavam os aspetos positivos. Respeito o trabalho dos jornalistas, mas fiquei com a sensação de que muita coisa ficou por contar. Para quem esteve no recinto, era impossível não reparar no espaço apertado, no pó constante, nos sons dos palcos a misturarem-se e na confusão na zona da restauração. Quem conheceu o Marés Vivas nos antigos recintos percebe facilmente que esta mudança representou um retrocesso.

  2. Concordo com o que diz a Rosa. Vou ao agora MEO Marés há vários anos e, sinceramente, este novo espaço foi uma desilusão. Quem conheceu os recintos anteriores nota bem a diferença. Tudo parece mais apertado, os palcos estão demasiado próximos e, em muitos momentos, os sons misturavam-se. A terra batida também não ajudou. Com tanta gente, levantava-se muito pó e tornou-se desconfortável. Esperava muito mais. E já nem falo do estacionamento…

  3. Já fui a várias edições e esta foi, sem dúvida, a que menos gostei em termos de recinto. Havia pouco espaço para circular, principalmente entre os palcos e a restauração. O pó era constante e, em alguns concertos, ouvia-se perfeitamente a música do palco ao lado. Para um festival desta dimensão, esperava melhores condições. Há muito a mudar. As filas de espera para os autocarros eram longas. Deixei o meu carro a mais de um quilometro. Só não desisti porque tinha comprado os bilhetes e ia com muita expetativa para ver o Seal.

  4. Li várias notícias sobre o festival e fiquei com a sensação de que falavam de um evento diferente daquele onde estive. A realidade que encontrei foi um recinto demasiado pequeno, muito pó, palcos com o som a sobrepor-se e um estacionamento completamente caótico. Mas o que mais me chocou foram os preços. Pagar mais de três euros por um pastel de nata ou dois euros por uma fartura é simplesmente absurdo. Uma pessoa já paga um bilhete caro e depois ainda se depara com estes valores. Não se respirava na restauração. Pessoas e mais pessoas coladas umas às outras. Tenho pena que quase nada disto tenha sido refletido em muitas das notícias. Quem as lê fica com uma ideia muito diferente da experiência que muitos de nós tivemos. Falta o jornalismo isento. Lamento. Não vale só dizer que está tudo lindo e maravilhoso. Que os concertos foram maravilhosos. É necessário alertar para erros. Só assim se pode mudar o que está na verdade mal. E a organização que pense em voltar para Gaia.

  5. Naquele local? Para o ano não me apanham por lá. Garanto. Fico em casa e vejo na televisao e nao gasto dinheiro nem me chateio. Para esquecer. Do pior. Mas para os jornalistas aquilo é maravilhoso. Enfim.

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