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Ordem dos Médicos Dentistas defende carreira no SNS com progressão equivalente à carreira médica
A criação de uma carreira de médico dentista no Serviço Nacional de Saúde deve ir além do reconhecimento formal da profissão e garantir valorização, progressão e mecanismos que promovam a fixação de profissionais, defende a Ordem dos Médicos Dentistas, que pretende um modelo equiparável ao da carreira médica.
2 de julho 2026

A Ordem dos Médicos Dentistas (OMD) reiterou, na Comissão de Saúde da Assembleia da República, a defesa de uma carreira de médico dentista no Serviço Nacional de Saúde (SNS) assente num modelo de desenvolvimento profissional equivalente ao da carreira médica.
Em nota de imprensa, a instituição sustenta que o diploma deverá assegurar um enquadramento profissional capaz de responder às exigências da prática clínica e às necessidades do SNS, contemplando estruturas de progressão e reconhecimento semelhantes às existentes na carreira médica.
Para a OMD, a criação da carreira não deve limitar-se ao reconhecimento formal da profissão no setor público, devendo constituir uma oportunidade para estabelecer um modelo assente em categorias bem definidas, progressão na carreira, valorização remuneratória e estabilidade laboral.
A instituição considera ainda que a nova carreira deverá funcionar como um instrumento estratégico para promover a mobilidade, atrair profissionais para o SNS e incentivar a sua permanência. Segundo a Ordem, uma estrutura de carreira poderá contribuir para uma distribuição mais equilibrada dos médicos dentistas pelo território nacional.
O diploma deverá igualmente contemplar mecanismos que favoreçam a fixação de profissionais nas regiões com maiores carências de cuidados de saúde oral, ajudando a reduzir desigualdades no acesso e a reforçar a capacidade de resposta dos serviços públicos.
Apesar de considerar que foi dado um passo importante, a OMD sublinha que este é apenas o início de um processo que exigirá um trabalho técnico e legislativo aprofundado. O alcance da medida, acrescenta, dependerá da capacidade do diploma para criar uma carreira “moderna, valorizadora e competitiva”, capaz de responder às expectativas dos profissionais e às necessidades dos cidadãos.
“Será na forma como este processo evoluir para um diploma final que se medirá a sua verdadeira ambição e impacto. A criação da carreira deve constituir um fator de valorização da profissão, mas também uma ferramenta eficaz para promover a mobilidade e a fixação de médicos dentistas no SNS, reforçando o acesso da população aos cuidados de saúde oral”, afirma o bastonário da Ordem dos Médicos Dentistas, Miguel Pavão, citado na nota de imprensa.



