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“Uma Vida de Amizade” chega amanhã a Braga e segue depois para o Porto

Uma comédia sobre amizade, desafios e escolhas ao longo da vida sobe esta semana aos palcos portugueses. “Uma Vida de Amizade” apresenta-se amanhã, 6 de março, no Espaço Vita, em Braga, seguindo depois para o Auditório Francisco de Assis, no Porto, a 14 de março.

O espetáculo reúne em palco Adriana Garambone, Sílvia Pfeifer e Helena Fernandes, três atrizes brasileiras que interpretam Gilda, Yasmin e Renée – amigas de longa data confrontadas com as contradições de uma sociedade que insiste em classificá-las como “maduras”. As personagens são mulheres com mais de 40 anos, ativas e determinadas, que atravessam diferentes fases da vida marcadas por cumplicidade, conflitos e descobertas.

Em declarações à Agência de Informação Norte, Adriana Garambone revela que a ideia do espetáculo nasceu de uma conversa informal com o diretor Fernando Philbert.
A atriz explica que o texto começou a ganhar forma quando o autor Gustavo apresentou as primeiras páginas da história. “Ele  já tinha algumas páginas escritas e achou que nós poderíamos gostar desse início de história, e realmente nos interessamos. A partir daí tivemos muitas conversas acerca dos temas que gostaríamos de abordar e o Gustavo desenvolveu muito bem, baseando-se nas personalidades de cada uma”.
A narrativa centra-se sobretudo na relação entre as três protagonistas. “A peça é construída através da intimidade dessas três amigas e também das suas diferenças, escolhas, angústias e, principalmente, através da amizade”.

O texto alterna momentos de humor com passagens mais emotivas. “Essa é uma característica muito interessante do texto do Gustavo. Ele consegue ser muito engraçado em um determinado momento e logo depois faz uma reviravolta emotiva e volta a ser leve e engraçado. Esse formato nos coloca numa montanha-russa de emoções”, acresenta ainda a atriz.

Ao longo do espetáculo, o público acompanha diferentes etapas da vida das personagens. “Essas mulheres estão hoje acima dos 50 anos, mas percorreram toda uma vida juntas através da amizade. Dessa forma, elas percorrem o tempo passado, o presente e ainda vislumbram o futuro”.

A apresentação em Portugal surgiu após um convite do Grupo Chiado, que apostou no projeto ainda antes da sua concretização. “Essa oportunidade surgiu com o convite do Grupo Chiado que acreditou no nosso projeto antes mesmo de estar montado. Nós gostamos da proposta e aceitamos fazer esse caminho praticamente inédito de iniciar a nossa temporada de teatro em Portugal antes de termos apresentado no Brasil”.
Segundo Adriana Garambone, a estreia em Braga deixou sinais positivos quanto à receção do público. “A estreia em Braga foi excelente! O público foi muito receptivo, o teatro estava lotado e esperamos repetir esse sucesso em todas as cidades”.

“Não é uma peça feminista, mas feminina”

A atriz admite que o contato com o público português ainda é recente, mas sublinha que a primeira apresentação deixou boas indicações. “Só apresentamos a peça uma vez, em Braga. Ainda temos pouca experiência com o público. Mas tivemos muitos aplausos e elogios e esperamos o mesmo carinho e receptividade nas outras praças também”.

Sílvia Pfeifer, que viveu em Portugal cerca de dois anos e meio, explica também à Agência de Informação Norte que a comédia procura olhar para o universo feminino sem excluir o público masculino. “Esta comédia relata estas questões das mulheres e é dirigida também aos homens que convivem com elas, para entender um pouco melhor este universo das nossas angústias e reflexões e as diferentes maneiras de ver estas passagens da vida. Os medos, as dúvidas, os sofrimentos e a forma de lidar com tudo isto. Neste texto é possível perceber como é que cada uma delas lidou com isso, umas mais fortes do que outras. A ideia é retratar tudo de forma simples e não ficarmos aficionadas ao nosso sofrimento”.

A atriz assegura que a resposta do público tem sido encorajadora. “Estamos muito felizes por já termos esgotado no Porto e isso prova que esta cidade tem uma forte tradição de teatro. Confesso que, apesar de tudo, estamos na expectativa do que nos espera e não posso esconder o frio na barriga com o aproximar das datas”.

Também Helena Fernandes destaca a ligação que as três atrizes mantêm com o público português. “Portugal sempre foi um país que soube receber e nós as três gostamos muito. A grande expectativa para estes espetáculos é conseguir que o público perceba que nós nos entregamos de verdade a uma peça que fala de tudo da vida destas mulheres”.

A atriz acrescenta que o objetivo passa por provocar reflexão em quem assiste. “Espero que com esta comédia se consiga tocar no coração do espetador e que possa refletir sobre aquilo que esteve a ouvir. Não é uma peça feminista, mas feminina, o que faz toda a diferença. É para as mulheres, mas também para os homens. É para todos os gostos”.

Foto: DR

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