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Feira: Viagem Medieval celebra 30 anos com a maior mobilização comunitária de sempre

Três décadas depois da primeira edição, a Viagem Medieval continua a transformar Santa Maria da Feira num palco de recriação histórica. Até ao próximo domingo, cerca de 2.000 participantes por dia dão vida ao período que antecedeu o nascimento de Portugal.

 

Há 30 anos que a Viagem Medieval transforma Santa Maria da Feira. O que começou como uma recriação histórica tornou-se uma das principais marcas identitárias do concelho, mobilizando gerações de feirenses, coletividades e milhares de visitantes.

Ao longo de 12 dias, a recriação histórica contará com 88 espetáculos diários e aquele que a organização considera ser o maior envolvimento comunitário de sempre. Cerca de 2.000 pessoas participam diariamente numa iniciativa que ocupa 37 hectares do centro da cidade, entre ruas, praças, parques, bosques, o mercado municipal, uma igreja, um museu e o Castelo de Santa Maria da Feira, classificado como Monumento Nacional.

Para o presidente da Câmara Municipal de Santa Maria da Feira, Amadeu Albergaria, os 30 anos da Viagem Medieval “são muito mais do que um número ou uma efeméride, são o motor de uma transformação profunda do nosso território por força da cultura”.

Apontada como a maior recriação histórica da Península Ibérica, a Viagem Medieval apresenta este ano 12 áreas temáticas, 19 espaços de restauração e 202 bancas de venda. Sob o mote “D. Teresa e Afonso Henriques. O Condado Portucalense nas vésperas de Portugal”, a edição de 2026 centra-se no período que antecedeu o nascimento do Reino de Portugal, revisitando as disputas entre D. Teresa e D. Afonso Henriques que marcaram a História nacional.

Pela primeira vez, as duas figuras históricas serão interpretadas por atores nacionais de reconhecido percurso. Custódia Gallego assume o papel de D. Teresa e Tiago Aldeia o de D. Afonso Henriques. No final dos grandes cortejos diários, o público poderá ainda contactar de perto com os protagonistas.

As comemorações dos 30 anos da Viagem Medieval ficam marcadas por várias novidades, todas centradas no envolvimento da comunidade. A primeira aconteceu na noite de abertura, quando 70 alunos do 1.º Ciclo subiram ao palco para apresentar as danças medievais que aprenderam ao longo do último ano letivo em cinco escolas do concelho.

O envolvimento da comunidade estende-se também aos projetos educativos, à participação diária de crianças e jovens nos espetáculos, à parceria com o Hospital de S. Sebastião e à decoração da cidade. Para Amadeu Albergaria, “esta é uma edição altamente mobilizadora, com a maior ação coletiva de envolvimento de sempre: danças medievais nas escolas; 500 Filhos da Viagem no espetáculo de abertura; uma grande exposição de projetos educativos no Museu Convento dos Lóios”.

O autarca destaca ainda “o reforço da parceria com o Hospital de S. Sebastião, onde já nasceram mais de 500 bebés durante a Viagem Medieval nos últimos dez anos; crianças e jovens do território a protagonizar espetáculos diários em estreia na programação; e a distribuição porta a porta de cerca de quatro mil bandeiras do evento, com uma adesão admirável por parte dos feirenses”.

Na perspetiva do autarca, “esta é a edição que mais aposta no futuro e na continuidade, envolvendo diferentes comunidades e sobretudo as novas gerações. Estamos a celebrar e a homenagear o passado de olhos postos no futuro”.

 

 

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