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Arquivos do Porto abrem portas ao público com visitas e encontro dedicado à memória documental
O património documental da cidade estará em destaque nos dias 9 e 16 de junho, com um conjunto de iniciativas promovidas pelo Museu e Bibliotecas do Porto para assinalar o Dia Internacional dos Arquivos. A programação inclui visitas ao Arquivo Histórico Municipal e uma sessão dedicada à música, à escrita e aos manuscritos antigos.
7 de junho 2026

O Museu e Bibliotecas do Porto assinala o Dia Internacional dos Arquivos em dois momentos distintos, a 9 e 16 de junho, com uma programação dedicada à descoberta, reflexão e valorização do património documental da cidade. Entre visitas guiadas ao Arquivo Histórico Municipal do Porto e uma tarde de encontro em torno da música, da escrita e dos manuscritos antigos, as iniciativas convidam o público a conhecer documentos únicos e a aproximar-se do papel dos arquivos enquanto espaços vivos de conhecimento, investigação e memória coletiva.
Proclamado pela Assembleia Geral do Conselho Internacional de Arquivos (ICA) em 2007, o Dia Internacional dos Arquivos celebra-se anualmente a 9 de junho, data que assinala também a criação do ICA pela UNESCO em 1948.
Mais do que espaços de conservação, os arquivos são lugares de descoberta, investigação e acesso ao conhecimento, preservando testemunhos fundamentais para compreender o passado e refletir o presente.
Visitas guiadas
No dia 9 de junho, o Arquivo Histórico Municipal do Porto abre portas ao público com duas visitas guiadas, às 10 e às 15 horas, convidando à descoberta dos bastidores da preservação documental.
Com um acervo que ocupa cerca de seis quilómetros lineares de documentos em depósito, o arquivo reúne os testemunhos produzidos pela autarquia desde a Idade Média até à atualidade.
Manuscritos, pergaminhos, códices iluminados, mapas, desenhos, plantas, licenças de obras, postais, gravuras e cartazes compõem um património documental único da cidade do Porto.
Os Sons da Escrita – Diálogo sobre manuscritos musicais
No dia 16 de junho, a celebração prossegue na Casa do Infante com uma tarde dedicada à relação entre a música, a escrita e o património documental.
Partindo de um pergaminho musical dos séculos XI–XII, o mais antigo documento do acervo municipal, o programa propõe uma abordagem interdisciplinar aos manuscritos musicais, enquanto objetos históricos, artísticos e interpretativos.
A sessão inicia-se com a palestra “Manuscritos antigos do Porto: dos monges à canção de corte”, pelo professor Manuel Pedro Ferreira, seguindo-se uma conversa com Catarina Fernandes Barreira, Manuel Pedro Ferreira, Rui Massena, Sofia Lourenço e Sónia Duarte.
O encontro inclui ainda um momento musical protagonizado por um duo de jovens músicos e termina com o pré-lançamento do livro “Uma Casa, no tempo”, que encerra as comemorações dos sete séculos da Casa do Infante.
Uma iniciativa que sublinha o papel dos arquivos enquanto garantes da memória coletiva e pontes entre o passado e o presente.
Para ambas as atividades, a participação é gratuita, mediante inscrição aqui.



