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North Festival: vigor e revivalismo dos Europe, com um palavrão a arrancar gargalhadas
Banda sueca Europe trouxe à Cidade Desportiva da Maia um concerto enérgico, com os êxitos que os fãs queriam ouvir.
7 de junho 2026
Celebrar 44 anos de carreira em palco com (quase) a mesma garra, energia, ritmo, voz e trejeitos de quando se é jovem não é para todos. Mas Joey Tempest, o vocalista dos Europe, deu, no concerto de ontem do North Festival, uma lição de como não defraudar o público que procura a banda sueca, nem que seja para ouvir apenas um ou dois sucessos.
Os lendários rapazes que, nos anos 80, partiam corações com longos cabelos loiros e roupas de cabedal, trouxeram os hinos intemporais que marcaram a sua carreira, incluindo a balada “Carrie” que faz parte do imaginário de muitos fãs que, naquela década, assistiam a matinés com bandas de garagem, e que pôs a plateia do Estádio Municipal da Maia a cantar em coro. Do alinhamento, fizeram também parte temas como “On Broken Wings”, “Rock The Night”, “Sign of Times”, “Open Your Heart”, “Eden” e “Superstitious”. O espetáculo de mais de uma hora terminou ao som do êxito global “The Final Countdown”, canção que pôs o público a saltar.
Para memória futura, ficam, também, o timbre de voz de Joey Tempest que se mantém muito semelhante ao da sua juventude, os lançamentos de microfone pelo ar (imagem de marca das suas atuações) e três inusitadas intervenções do vocalista que, do nada, repetiu por três vezes o palavrão “car.. ** o”, arrancando fortes gargalhadas do público presente.
Repetentes em palcos portugueses, onde já atuaram, pelo menos, seis vezes, os Europe voltaram a proporcionar uma noite de revivalismo, de saudosismo e de intemporalidade, mostrando que, apesar do passar dos anos, quer a banda, quer o seu público, teimam em manter o que de bom resta do passado.
Esta noite, o North Festival termina com as atuações dos portugueses Linda Martini, da banda escocesa Mogwai e com os britânicos The Cure como cabeças de cartaz.



