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“Porto Regresso ao Futuro” abre, pela primeira vez, os arquivos da Porto 2001

O Museu do Porto inaugura, no sábado, na Antiga Casa da Câmara, uma exposição que revisita os 25 anos da Porto 2001 e o impacto da Capital Europeia da Cultura na cidade.

O Museu do Porto inaugura, no próximo sábado, 15 de agosto, na Antiga Casa da Câmara, a exposição “Porto Regresso ao Futuro”, integrada no programa MALHA. Porto, Património de Pessoas. Pela primeira vez, em 25 anos, será apresentado ao público um vasto conjunto de documentos, fotografias, filmes, obras de arte, objetos e publicações provenientes dos arquivos da Porto 2001 – Capital Europeia da Cultura, propondo uma reflexão sobre o legado de um dos momentos mais transformadores da história recente da cidade.

Com curadoria de Rita Roque e consultoria de Luísa Bessa, a exposição propõe um percurso que cruza arquivos, memória e criação contemporânea, convidando o público a refletir sobre o legado de um dos momentos mais transformadores da história recente da cidade.

A mostra resulta de um extenso levantamento documental do arquivo da Porto 2001, atualmente em depósito na Casa da Música. Instalada na Antiga Casa da Câmara, edifício projetado por Fernando Távora e integrado desde 2023 no Museu do Porto, organiza-se em torno da ideia de um vórtice, conceito visual e curatorial que simboliza a relação contínua entre passado, presente e futuro.

“Porto Regresso ao Futuro” reúne, pela primeira vez, um vasto conjunto de documentos, fotografias, filmes, objetos, publicações, peças gráficas e materiais de comunicação provenientes dos arquivos da Porto 2001, revelando os bastidores de um dos mais ambiciosos projetos culturais alguma vez realizados na cidade.

Entre os núcleos expositivos destacam-se o documentário “Porto: Regresso ao Futuro” (2026), realizado por Teresa Pacheco Miranda, que apresenta testemunhos dos comissários da Porto 2001, e a curta-metragem documental”Próxima Paragem” (2001), de Catarina Mourão, um retrato da cidade em transformação através das viagens de autocarro e das histórias dos seus passageiros.

O percurso integra, ainda, a instalação inédita “Mãos na Obra”, criada pelo coletivo Pedra No Rim (Fabrizio Matos e Israel Pimenta), a maquete da Casa da Música, da autoria de João Barata Feyo, um desenho inédito de Madelon Vriesendorp, bem como um significativo conjunto de livros, cadernos de programação, catálogos, peças de merchandising e fotografias produzidas no âmbito da Porto 2001.

Como refere a curadora, “o arquivo não conserva apenas aquilo que fomos; conserva também aquilo que ainda podemos ser”. “Regressar ao futuro é reconhecer que a memória não é um lugar de chegada, mas um instrumento para continuar a imaginar a cidade”, sublinha Rita Roque.

A inauguração, às 16 horas, será acompanhada por um DJ set de Rabbit (Ana Coelho) e o evento será marcado, simbolicamente, pela presença de um DeLorean DMC, estacionado em frente à Antiga Casa da Câmara, evocando o imaginário do filme “Regresso ao Futuro”.

Programa paralelo

Ao longo do período em que estará patente, a exposição será acompanhada por um programa paralelo de visitas orientadas, conversas e encontros promovido pelo Museu do Porto, em colaboração com Luísa Bessa e Luís Tavares Pereira, aprofundando diferentes perspetivas sobre a Porto 2001, a transformação urbana e a construção da memória coletiva da cidade.

Para o vereador da Cultura, “a Porto 2001 foi o DeLorean Time Machine da cidade na última transição de século. Foi um acelerador da consciência e da procura de si do Porto”. Com esta exposição, afirma Jorge Sobrado, “abrimos, pela primeira vez, os seus arquivos, não por obsessão arqueológica, nem movidos por qualquer idealização romântica, mas com uma nostalgia de futuro. Ao visar objetos e seus discursos, ambientes e histórias, estaremos ainda a sondar o que ficou de fora, velhos desígnios por cumprir ou novos desejos de fazer a cidade”.

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