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Alphaville regressam a Portugal para concerto no Multiusos de Guimarães

Os Alphaville atuam a 17 de outubro no Multiusos de Guimarães. A banda alemã, liderada por Marian Gold, celebra quatro décadas de uma carreira marcada por temas como "Forever Young", "Big in Japan" e "Sounds Like a Melody".

Há músicas que atravessam gerações. “Forever Young” é uma delas. Quatro décadas depois de ter marcado a música dos anos 80, os Alphaville regressam a Portugal. A banda alemã sobe ao palco do Multiusos de Guimarães no dia 17 de outubro.

Liderados por Marian Gold, os Alphaville chegam a Guimarães a celebrar 40 anos de carreira, numa altura em que o Multiusos assinala também o 25.º aniversário.

A história da banda começou em Münster, na Alemanha. Marian Gold e Bernhard Lloyd conheceram-se no projeto musical Nelson Community e, pouco depois, juntou-se Frank Mertens. O grupo adotou inicialmente o nome Forever Young, mas acabaria por escolher Alphaville, inspirado no filme de ficção científica de Jean-Luc Godard.

Foi “Big in Japan” que mudou tudo. Lançado em 1984, o primeiro single colocou os Alphaville nas tabelas internacionais e transformou o trio num fenómeno mundial.

Seguiram-se “Sounds Like a Melody” e “Forever Young”. Três temas que marcaram o álbum de estreia e ajudaram a definir a sonoridade dos Alphaville numa década dominada pela explosão da new wave e do synth-pop.

O sucesso trouxe também mudanças. Frank Mertens deixou a banda no final de 1984, devido à pressão provocada pela rápida ascensão à fama. Foi substituído por Ricky Echolette.

Na década de 1990, os Alphaville afastaram-se do ritmo comercial dos primeiros anos e apostaram em trabalhos mais conceptuais e projetos a solo.

Ricky Echolette saiu em 1997. Bernhard Lloyd deixou oficialmente a banda em 2003. Marian Gold ficou como o único elemento da formação original e continua, desde então, a liderar os Alphaville.

A banda mantém-se ativa nos palcos internacionais e Portugal tem feito parte desse percurso, com várias atuações ao longo dos anos.

A discografia dos Alphaville conta com sete álbuns de estúdio e mostra uma evolução que começou na pop eletrónica dos sintetizadores e avançou para territórios mais experimentais.

“Forever Young”, de 1984, abriu o caminho. O álbum inclui “Big in Japan”, “Sounds Like a Melody” e o tema que lhe dá o nome, três dos maiores sucessos da carreira do grupo.

Em 1986 chegou “Afternoons in Utopia”, um trabalho mais ambicioso e conceptual, onde se encontra “Dance With Me”. Três anos depois, “The Breathtaking Blue”, produzido por Klaus Schulze, reforçou a vertente experimental da banda e esteve na origem do projeto “Songlines”, que associou as músicas do álbum a curtas-metragens realizadas por diferentes cineastas.

“Prostitute”, editado em 1994, levou os Alphaville para uma sonoridade mais eclética. “Salvation”, de 1997, marcou o regresso às raízes eletrónicas e foi o último álbum com Ricky Echolette.

Seguiu-se um longo intervalo. Só em 2010 a banda voltou a editar um álbum de estúdio, “Catching Rays on Giant”. Em 2017 chegou “Strange Attractor”, o mais recente trabalho de estúdio dos Alphaville.

Em 2022, a banda voltou ao passado para dar uma nova sonoridade aos temas que marcaram a carreira. “Eternally Yours” reuniu alguns dos maiores êxitos dos Alphaville, reinterpretados com acompanhamento da Deutsches Filmorchester Babelsberg.

“Forever Young”, “Big in Japan” ou “Sounds Like a Melody” ganharam novos arranjos sinfónicos.

Agora, quatro décadas depois de terem colocado os Alphaville entre os nomes mais reconhecidos da pop eletrónica europeia, essas músicas voltam a ouvir-se em Portugal. O reencontro com o público está marcado para 17 de outubro, no Multiusos de Guimarães.

Foto: Alphaville/ Muhammet Ali Yozgat

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