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Feira Nacional de Artesanato dedica edição ao Património Cultural Imaterial da UNESCO

O Património Cultural Imaterial da Humanidade reconhecido pela UNESCO vai marcar a programação da Feira Nacional de Artesanato, que decorre entre 25 de julho e 9 de agosto, em Vila do Conde. Pela primeira vez, o tema da edição estende-se a toda a programação cultural do certame.

A 48.ª Feira Nacional de Artesanato, que decorre entre 25 de julho e 9 de agosto, em Vila do Conde, vai centrar a programação nas manifestações culturais portuguesas classificadas como Património Cultural Imaterial da Humanidade pela UNESCO. Ao longo de 16 dias, o certame reúne demonstrações, oficinas, espetáculos, conversas temáticas e iniciativas gastronómicas dedicadas a tradições reconhecidas internacionalmente.

Pela primeira vez, o tema da edição estende-se a toda a programação cultural da Feira Nacional de Artesanato e não apenas à exposição temática. A organização pretende dar a conhecer ao público algumas das principais manifestações do património cultural imaterial português através de experiências que incluem artesanato, música, gastronomia e tradições populares.

A abertura da feira, marcada para 25 de julho, às 15 horas, será assinalada com a criação de um Tapete de Flores, uma prática cuja candidatura à Lista Representativa do Património Cultural Imaterial da Humanidade é promovida pelo Município de Vila do Conde. No mesmo dia, os Caretos de Podence, inscritos na lista da UNESCO desde 2019, percorrem o recinto.

No dia 26 de julho, a programação inclui uma atividade dedicada à Falcoaria Portuguesa, dirigida às crianças, e uma demonstração de Arte Equestre Portuguesa pela Quinta d’Agra. A Falcoaria volta a estar em destaque no dia 1 de agosto, com a sessão “À Conversa: Falcoaria”.

O Fado será celebrado a 27 de julho, enquanto o Cante Alentejano integra a programação nos dias 2 e 9 de agosto. A atuação do grupo Os da Boina coincide com o Dia da Rendilheira, dedicado à Renda de Bilros de Vila do Conde, e o encerramento ficará a cargo do Cantum – Grupo de Cante Alentejano da Universidade do Minho.

Os visitantes poderão ainda participar numa oficina dedicada aos Bonecos de Estremoz e conhecer uma instalação inspirada nas Festas do Povo de Campo Maior. A programação reserva também espaço para tradições ligadas a Vila do Conde, com demonstrações ao vivo da confeção das Rendas de Bilros e uma sessão dedicada à história e aos desafios da preservação desta arte.

As Jornadas Gastronómicas, inspiradas na Dieta Mediterrânica, também reconhecida pela UNESCO, percorrem diferentes regiões do país ao longo dos 16 dias do certame, destacando produtos locais e sazonais.

A exposição temática reúne todas as manifestações portuguesas inscritas nas listas da UNESCO, incluindo o Fabrico de Chocalhos, a Olaria Negra de Bisalhães e o Barco Moliceiro – Arte da Carpintaria Naval da Região de Aveiro, classificados como património cultural imaterial que necessita de salvaguarda urgente. A mostra integra ainda as Rendas de Bilros, a Construção Naval em Madeira e os Tapetes de Flores.

A 48.ª Feira Nacional de Artesanato decorre nos Jardins da Avenida Júlio Graça, em Vila do Conde, com entrada livre. O certame funciona de segunda a quinta-feira, das 17 às 24 horas, e às sextas-feiras, sábados e domingos, das 15 às 24 horas.

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