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Rosinha subiu ao palco. O público fez o resto

Óculos de sol, saia curta, acordeão ao peito e letras de duplo sentido. Há quase duas décadas que faz destas imagens uma marca inconfundível. Entre festas populares, arraiais e romarias, continua a arrastar multidões.

Mal se ouviram os primeiros acordes, já havia braços no ar, telemóveis apontados ao palco e dezenas de vozes a acompanhar cada refrão. Ao fim da tarde de sábado, Rosinha subiu ao Palco Arraial do Festival da Comida Continente, no Parque da Cidade do Porto, e transformou o recinto numa festa.

Por trás da irreverência está um percurso com mais de três décadas ligadas à música. “Eu já venho da música de há 35 anos, não é só agora de Rosinha. Nos quase 19 anos antes disso, toquei em bailes. Tinha a minha aparelhagem, a minha carrinha, montava e desmontava tudo sozinha”, recordou, em declarações à Agência de Informação Norte.

A artista mostrou-se emocionada com a receção do público no Festival da Comida Continente. “Estou muito feliz por estar aqui. Está a ser foi fantástico desde que chegámos”, afirmou, acrescentando que se diverte em todos os concertos e que sobe sempre ao palco com o objetivo de retribuir o carinho do público, por quem diz ter “o maior respeito e admiração”.

No final, explicou o que considera ser o segredo de uma carreira com mais de três décadas. “O lugar que ocupo hoje na música é de muito trabalho, muito respeito pela música, pelas pessoas que nos contratam, pelo público… e muita gratidão. É essa gratidão e respeito que sinto pelas pessoas, e o carinho que têm por mim, que me fazem continuar”, afirmou.

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